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A tua postura não determina quem tu és, mas os outros pensam que sim

A tua postura não determina quem tu és, mas os outros pensam que sim

Ombros ou pescoço curvado, barriga distendida, braços cruzados em frente ao peito ou ficar em pé apoiado apenas numa perna prejudicam a  tua imagem em relação aos outros e podem custar-te o emprego ou deixar-te infeliz para sempre…

Todos sabemos que temos cerca de 30 segundos para impressionar alguém e que a imagem que os outros fazem de nós, no primeiro encontro, é bastante difícil de alterar. Por isso, há erros que cometemos (diariamente) em relação à nossa postura, que devemos evitar, se queremos conquistar alguém, causar boa impressão numa entrevista de emprego, reunião ou qualquer outra situação profissional.

Institintivamente, avaliamos o outro no exacto momento em que nos cruzamos com ele. Essa avaliação não está 100% certa mas, se pensarmos que mais de 50% da comunicação humana é não verbal, facilmente percebemos a importância da nossa postura. São cada vez mais as pessoas próximas que me pedem dicas posturais, porque sentem dores nas costas, porque passam o dia sentadas, curvam-se demasiado no seu trabalho ou porque sentem que poderiam ter uma postura melhor. E é tão simples melhorar a nossa postura, parecer mais alto e elegante, ao mesmo tempo que evitamos as dores nas costas… Por isso, decidi partilhar!

Sobre a imagem que fazem de nós: pensamos muitas vezes que é em função da nossa aparência mas, na verdade, a roupa e acessórios têm uma infima participação neste processo. Na maior parte das vezes, somos avaliados por causa da nossa postura que, inevitavelmente, determina o nosso estado de alma. Em ultima análise, a nossa personalidade. Determina, principalmente, como os outros olham para nós, independentemente dos nossos sapatos ou roupa poderem, por exemplo, ajudar a definir a nossa profissão. Novamente, não define quem somos.

Existem vários estudos sobre a relação entre a nossa postura e o julgamento dos outros, indicando que uma certa altivez produz mais testosterona e diminui a produção de cortisol o que, por outras palavras, significa que ficamos mais alerta, com uma sensação de poder, aumentando a nossa auto-estima. Lembram-se da ginástica da cueca, no Pátio das Cantigas, e da frase “barriga para dentro, peito para fora”?…

Não será exactamente assim porque a nossa posutura, ao contrário do que normalmente nos lembramos, começa pelos pés e a forma como os apoiamos no chão, razão pela qual os sapatos são tão importantes.

A maior parte das pessoas apoia os pés no chão apontando-os para fora, ao estilo pé de pato, o que faz com que o corpo balance bastante ao caminhar, dando um ar despreocupado mas, simultaneamente, estranho e pouco flexível. Os pés devem estar alinhados com os joelhos os quais, necessitam estar alinhados com a anca para uma mobilização correcta, pelo que, nada de pés de bailarina que tendem a apoiar primeiro a ponta do pé no chão dando um ar de graça e leveza mas que, quando é feito na rua e com sapatos, parece apenas que a pessoa saltita numa versão insegura de si mesma. O mesmo se aplica às ancas, sempre menosprezadas... A postura da anca resulta do alinhamento da coluna e vai influenciar a passada pelo que, a ideia de ficar em pé, apoiada apenas num dos lados da anca, não só está anatomicamente errada, como nos prejudica ao fim de muito tempo de insistência (porque as posturas que adoptamos tendem a tornar-se inconscientes).

Da mesma forma, vivemos numa cultura de sofá, na qual passamos demasiadas horas sentados, muitas vezes em condições ergonómicas muito duvidosas, ou com posturas arqueadas que, novamente, comprometem a nossa postura e imagem perante o mundo. A cultura do sofá contrinui para eliminar o arco da coluna (mais ou menos acentuada, todos temos uma curvatura entre a coluna e a zona pélvica que define as formas do nosso corpo) e, para aqueles que passam muitas horas sentados, a tendência é a de diminuir a curvaturam criando uma fisionomia mais direita ou, como muitas vezes dizemos, sem o rabinho espetado. Errado. Precisamos caminhar, passar menos horas na posição sentada para que a zona pélvica mantenha o arco que define a nossa coluna e zona lombar. É também por isso (aspecto ao qual devemos juntar abdominais sem toificação) que resultam muitas dores de costas…

Conclusão? Barriga para dentro mas o peito não tem de ir para fora! Muitas vezes, com estes erros posturas que resultam das posições que adoptados ao longo do dia, parecemos um cão que se portou mal, numa postura de total submissão. Como no meio é que está a virtude não adianta exagerar e projectar a barriga para a frente para espetar os glúteos. Há, de facto, quem tenha esta postura naturalmente, por um maior arqueamento da coluna mas, na generalidade dos casos, a curvatura excessiva provoca uma limitação da extensão dos músculos da perna enquanto dá a ideia de exibicionismo e ancas maiores, provocando menor empatia com o outro.

Outro problema cada vez mais comum é a chamada marreca nas costas. Era comum nas nossas avós, ao fim de muitos anos curvadas nas mais diversas tarefas manuais mas, hoje, fruto do estilo de vida, é visível entre adolescentes: costas arredondadas, ombros curvados para a frente, numa postura que os faz parecer alguns centímetros mais baixos, infelizes e inseguros.

Esta postura é, provavelmente, a pior de todas porque transmite, também, uma imagem de cansaço, desalento, preguiça e desleixo. A maior parte das pessoas com esta postura tem uma baixa auto estima, outras estão de tal forma viciadas na utilização de computadores e smartphones que já não conseguem estar direitas. Neste caso, o problema não vai limitar-se aos ombros e costas mas também ao pescoço, que passa a estar retraído, projectando a testa, ao mesmo tempo que diminui a projecção da nossa voz. Nestes casos, quando entramos numa sala, a primeira coisa que salta à atenção dos outros, garanto, não vai ser o nosso sorriso…

Estes são alguns dos factores que fazem a diferença entre pessoas com as mesma habilitações e, por vezes, a mesma experiência. Uma entra na sala e transmite uma imagem wow, ou seja, confiante, descontraída e empática, enquanto outras chegam com uma aparência retraída, cabisbaixa e aparentemente insegura. Uma postura correcta projecta confiança e bem estar. Todos queremos estar perto daqueles que transmitem boas energias, verdade?

Sugestões:

  • usar uma bola de pilates, em casa, para alongar os músculos das costas e da barriga, ao mesmo tempo que descomprime as vértebras da coluna

  • sentar na bola de pilates para ver um episódio da nossa série preferida (a instabilidade da bola vai obrigar a manter as costas directas activando os músculos abdominais)

  • para quem trabalha sentado, trocar a cadeira por uma bola de pilates ou adaptar ergonomicamente o espaço de trabalho para trabalhar umas horas em pé

  • em casa, deitar no chão, junto a uma parede elevando as pernas contra a parede fazendo um L

  • adoptar a Balasana (childs pose) para alongar costas e relaxar os ombros pelo menos uma vez por dia

Por último? largar o telefone e olhar o céu…












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