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a vida como ela é

Non toxic life? É possível e dá menos trabalho do que pensamos.

Non toxic life? É possível e dá menos trabalho do que pensamos.

Esta semana começo onde terminei a semana passada porque, na verdade, o que todos queremos é ser felizes. Tenho pensado muito nisso e na forma como nos deixamos intoxicar e, consequentemente, ficar menos bem o que equivale a dizer que ficamos menos felizes.

Faz sentido?

O meu objetivo para este ano não era simples e não o atingi completamente mas dei passos muito importantes nesse sentido: desintoxicar.

Passei a estar mais atenta aos pormenores que podem fazer a diferença, entre o que pensamos ser uma vida saudável e aquilo que é uma vida livre de elementos e ingredientes tóxicos… os químicos e aditivos nos alimentos, nos cosméticos, produtos de beleza e higiene, na roupa, em casa, na rua e no nosso dia-a-dia mas, também, a outros elementos sobre os quais não pensamos e aos quais não damos verdadeira importância, como as relações e a forma como algumas delas também nos intoxicam, no trabalho, em casa, na família e com os que nos rodeiam. Como tudo o que faço na vida, este é um episódio sem fundamentalismos mas que nos recorda que há aparentes detalhes que podemos mudar na nossa vida para sermos, acima de tudo, mais felizes.
São dicas sobre alimentação, beleza e cuidados com a pele, guarda-roupa e a toxicidade das relações…

Alguns nomes esquisitos, que existem nos cosméticos e produtos de beleza, para conhecer:

Os famosos parabenos, que podem provocar desequilíbrios hormonais, usados nos produtos de beleza para evitar que se estraguem. Associado aos parabenos, outros nomes a evitar: metilparabeno, etilparabeno, propilparabeno e butilparabeno. Alternativa para guardar o produto? Frascos de vidro escuros. Mais caro? Pois.

Sabem aquela espuminha boa dos produtos de limpeza de rosto e corpo de que tanto gostamos? Esqueçam. Essa espuma é conseguida de forma artificial e inclui um ingrediente terrível: Laurilsulfato de sódio ou SLS é um agente químico que irrita a pele e provoca a sua degeneração.

Óleo mineral, conhecem? Pelo nome até parece uma coisa boa e natural, mas é derivado do petróleo. Além disso, não é absorvido pela nossa pele provocando aquele efeito dos pontos brancos porque nos entope os poros da pele. Há alternativas naturais: do óleo de côco ao abacate, as escolhas são muitas e sempre mais caras.

Falatos, já os encontraram? São terríveis para o nosso sistema endócrino porque têm a capacidade de imitar as nossas hormonas. Desodorizantes, vernizes, batons têm, muitas vezes, este ingrediente para lhes dar aroma e uma textura mais agradável. Fujam da fragrância e optem por produtos que usam óleos essenciais na sua composição.

A oxibenzona é um dos ingredientes usados nos protectores solares e que, paradoxalmente, é potencialmente cancerígeno. Giro, não é? Consta, também, que penetra na pele, produzindo radicais livres. Portanto… é escolher filtros solares físicos..

Desodorizante ou anti-transpirante? Alumínio. Cheirar a suor? Não. Mas o alumínio é uma neurotoxina que pode provocar diferentes tipos de doenças.

Se a estes juntarmos triclosan (para remover as bactérias) e outros componentes usados para tornar os produtos de higiene e beleza mais agradáveis ao toque e contacto com a pele, teremos encontrado uma espécie de tempestade perfeita que nos deixa a pele linda por fora mas totalmente destruída por dentro.

E os ingredientes de origem animal? Chega ser “não testado em animais”?

Nem por isso, vejamos: a glicerina (ou glicerol) pode ser produzida a partir de gorduras animais, a lanolina (uma substância cerosa em lã de ovelha), cera de abelha, colagénio (derivado de tecido animal, ossos ou pele, utilizado em muitos produtos anti-envelhecimento), a caseína ou caseinato de sódio (derivado do leite de vaca, por vezes utilizado em produtos capilares condicionadores e tratamentos faciais)… Mas, também, a elastina (proteína extraída dos músculos, ligamentos de animais, frequentemente usada em produtos anti-envelhecimento), a queratina (vem do cabelo e chifres de animais, muitas vezes encontrados nos produtos de fortalecimento das unhas e cabelo). Mais? Ácido esteárico (derivado do estômago de porco, às vezes usado em desodorizantes, sabonetes, produtos capilares e hidratantes), a guanina (escamas de peixe, frequentemente usadas em vernizes brilhantes, bronzeadores, iluminadores e blushes) e, finalmente, o ácido oleico ou sebo (gordura animal, por vezes utilizado em vernizes, sabão e maquilhagem). Pois.

Not cool, não é?…

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