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Sinusite: "bye, boy, bye"! Como eu venci a sinusite em 3 passos

Sinusite: "bye, boy, bye"! Como eu venci a sinusite em 3 passos

Sinusite. Rinite. Alergias. Um mal dos tempos modernos que se torna uma espécie de doença com a qual aprendemos a viver, certo? ERRADO.

As afecções do trato respiratório tornaram-se tão comuns que o uso de anti-histamínicos, corticóides ou antibióticos, passou a ser a forma mais comum de tratamento, sem pensarmos na prevenção, como sea sinusite fosse uma espécie de erro genético ou roleta russa que calha a uns e à qual outros escapam. Não é. Muito embora a sinusite (rinite e alergias) possam manifestar-se mais facilmente nas pessoas com um desvio do ceptro nasal (o meu caso), podemos pensar na prevenção antes de pensar no tratamento. Foi o que fiz para tentar viver livre de problemas (mais ou menos intensos) e medicamentos. No site da CUF encontram uma explicação simples sobre o que é a sinusite e como se trata, no qual se apresentam, também, algumas causas. Vamos acreditar que estão certos e pensar sobre isto em conjunto…

Durante anos (muitos!) sofri de sinusite e, garanto, não era brincadeira. Anti-histamínicos com frequência, corticoides com fartura e antibióticos três a quatro vezes ao ano. Era vida? Não era mas eu não conhecia outra, os médicos diziam para tomar um anti-histamínico diariamente, como prevenção. Não tomava. Evitava até ao limite do (in)suportável. Vivi durante a maior parte da minha vida com uma ‘moinha’ na cabeça. Estava de tal forma habituada que só percebi que esta era altamente limitadora quando desapareceu. Passei a respirar mais e melhor. Há dois anos e meio que não tomo nada e, melhor, para além de uns espirros de quando em vez, nada mais. Como consegui? É sobre isso que irei falar-vos a seguir…

Sinusite: como a matei numa palavra?

Pranayama.


Escolhi um dos elementos deste processo de libertação que deixa mais reticências a muitas pessoas. Se a alimentação tem algo de óbvio, o yoga não. A sinusite é uma inflamação dos seios peri-nasais que pode acontecer por causa do vírus da gripe. Na maior parte das vezes resulta de bactérias que ficaram “presas” por causa de alergias. Quem sofre de sinusite sabe do que falo... Acontece que eu, com tantos anos de dança e prática desportiva, pensava que sabia respirar. Pensava até, que através da actividade cardiovascular (dança ou corrida) e do surf (cardio + água do mar) conseguia ir “limpando” os seios nasais, não percebendo a porque razão a inflamação estava sempre a voltar.

Obviamente que esta é uma visão simplista da coisa mas o pranayama mudou a minha vida: a respiração determina nosso estado mental e fisico que corresponde a padrões de pensamento e ritmos de respiração. Quando respiramos pelo peito, sem encher os pulmões de ar, estamos em stress, as diferentes hormonas são estimuladas e ficamos num permanente estado de alerta, sobrecarregando o nosso organismo. Imaginem passar do dia a correr para apanhar o autocarro... um organismo em stress tem menor capacidade de defesa em relação às agressões exteriores, por isso é tão importante respirar bem, profundamente e com calma.

Pranayama são vários exercícios e todos eles procuram desintoxicar o corpo e limpar os canais de energia. Praticamos a higiene exterior e nunca nos lembramos que, cá por dentro, também precisamos andar “limpos” para, dessa forma, evitar sinusite e outros problemas. Por isso, pranayama contra a sinusite. Sem posturas esquisitas ou difíceis. Simplesmente respirando. Alguns exemplos, aqui.

Depois da respiração, o que também provoca a falta de ar: o stress.

Aprendi à minha custa o preço do stress na nossa vida. Há aquele tipo de stress, a que se chama pressão que pode estimular a criatividade e permitir-nos concluir uma tarefa com sucesso porque estimulamos a criatividade, levando-a ao limite do possível no mais curto espaço de tempo. Isso, todos os dias, cansa. Isso, em diferentes contextos cansa mais. Isso, em contextos exigentes, adversos e com os quais não nos identificamos na integra, cansa muito. Um dia percebi que estava muito cansada. Não estão cansados? Já pensaram na razão do cansaço? Foi da aula de cardio à hora de almoço, da correria para chegar a horas ao trabalho ou por andarem a saltitar de tarefa em tarefa, vestindo e despindo diferentes personagens e personalidades, entrando e saindo de contextos profissionais diferentes no mesmo dia? Sem pensar muito nisso, dei por mim numa situação profissional que poderia ser invejável mas que me desgastava mais do que gratificava, a ponto de me deixar doente. Entre viagens e constantes desafios, o que queria era voltar a fazer o que mais gostava, procurando lá chegar das formas mais erradas que se possam imaginar. Quanto mais crescia profissionalmente, mais me afastava do que era verdadeiramente importante para mim até ao dia em que decidi deixar cair todas as bolas que teimosamente tentava manter no ar, numa espécie de malabarismo que leva à exaustão. estava exausta mas não queria falhar, sentia que não poderia desistir e o corpo foi mostrando alguns sinais de alerta. ignorei o primeiro, ignorei o segundo, cai redonda no chão ao terceiro, procurei o meu médico de família - que não via há muitos anos e que me acompanhou da infância à idade adulta - para vir de lá com uma receita para a farmácia e uma prescrição pessoal: pensa bem no que andas a fazer.

Estávamos quase no Verão e nas férias. Aproveitei o mês de Agosto para pensar e ainda estou a implementar as medidas que decidi tomar, num processo de redefinição pessoal e mudança profissional. Em muito pouco tempo a pele estava mais brilhante e o sorriso mais aberto. Há dois anos e meio que não sofro de sinusite, que não tomo medicamentos e não me sinto doente. Continuam a achar que tudo “aquilo” vale a pena?

Sinusite, prevenir é o melhor remédio.


A alimentação é, sem dúvida, o pilar fundamental neste processo e o único sobre o qual os médicos não falam.. Durante muitos anos, comi mal. Poucos vegetais, pouca fruta, demasiados snacks e hidratos de carbono. E ainda achava que até nem me alimentava mal... Às vezes caía para o lado. Um dia demorei a levantar-me. O problema não era o que comia mas aquilo que não comia, que me impedia de combater as ameaças externas. Repentinamente, mudei. Já tinha uma grande preocupação com os ingredientes e conservantes mas, depois, cruzei-me com um livro que contava uma história parecida à minha e foi o #wakeupcall que faltava.

Passaram quatro anos e sim, hoje a minha alimentação é saudável (ou tão saudável quanto possível), sem açúcares ou farinhas refinadas e baseada em ingredientes naturais. Já muitas vezes falei sobre o que como, ou não como, em artigos que estão perdidos aqui no blog e, por isso, vão ser os primeiros a saber: vou fazer um novo brunch urbanista dedicado a este tema e publicar um ebook sobre a minha vida sem sinusite, para tentar inspirar outros numa vida mais leve e livre de medicamentos!

Fiquem atentos ♡

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