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a vida como ela é

rádio? RÁDIO.

rádio? RÁDIO.

No dia mundial da rádio de que poderia eu falar? Isso. Rádio. Essa paixão me nos move a qualquer hora do dia ou da noite, para nos fecharmos num estúdio e comunicar com o mundo. Pode não ser o mundo no seu sentido literal. É certamente uma parte do mundo ou um mundo que construímos para nós e aqueles com quem partilhamos aquela emissão de rádio. Só quem faz ou já fez rádio sabe do que estou a falar. Dessa espécie de vírus que se instala e, mesmo adormecido, está presente, em estado latente, à espera de ser despertado. 

Não conheço quem tenha passado pela rádio sem se apaixonar. Mesmo quando abandonam a rádio - e há muitos e diferentes motivos para tal acontecer - continuam a sentir-se da rádio. Proclamam a quem quiser ouvir que esse é o meio que os define. Já o ouvi várias vezes e tenho muita pena das razões que levam tantos profissionais a abandonar a rádio. Nenhum tem a ver com esta paixão ou o seu desempenho profissional, mas com uma estrutura de mercado que não garante espaço para todos. Sequer para todas as estações de rádio. Dimensão do mercado.  Nada mais.

Hoje é o dia mundial da rádio e eu sinto-me feliz por isso. Não estou a fazer uma emissão de rádio mas escrevi três artigos diferentes sobre a rádio e ontem lancei um livro que (também) fala de rádio. Impossível negar que a rádio é, também, a minha impressão digital.

 

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