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urbanista

a vida como ela é

Escrever

Escrever... Esse prazer tão meu, tão solitário, que nos isola do mundo, nos afasta dos outros, nos deixa num limbo entre estar aqui e não estar, porque estamos lá, num estranho lugar dominado palavras que tentamos, atabalhoadamente, conjugar até à exaustão.

Não sei se escrevo bem e não sei se isso me interessa, porque sinto essa necessidade estranha de passar ao papel - actualmente às "notas" no telefone - coisas que surgem nos momentos mais inadequados. E, depois, faço aquela figura de quem não larga o telefone, de quem circula na rua levantando os olhos para ver o caminho sem parar de escrever. A típica dependente das mensagens, que não sou. Também não me interessa. Porque deixei de me preocupar - tanto - com o que pensam os outros. Esses outros que não conheço ou sei quem são e que, depois, são os que vão ler o que escrevo. Tem um toque esquizofrénico que é, no mínimo, divertido.

Acabei esta semana a revisão de um novo livro. É sempre um momento inexplicável. Porque um livro nunca está pronto. Está sempre quase pronto, porque as vírgulas teimam em escapar, as frases não se deixam emendar e as palavras... As palavras... Podem sempre ser outras. Mas não são. São as que escolhemos num determinado momento e um livro é, também, o registo desse momento que se perpetua no tempo. O lançamento está para breve e resulta de um período dedicado a pensar a comunicação social nos dias em que vivemos. Amanhã poderá estar desactualizado. Por hoje é assim e deu-me (muito trabalho) muito prazer.

Com meias ou sem meias

Com meias ou sem meias

Ginásio? #not

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