olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida urbana.

Taxi? Uber.

Taxi? Uber.

Aterrar num aeroporto que não conhecemos para enfrentar uma língua da qual entendemos apenas algumas palavras, para chegar a um local ao qual nunca fomos, pode ser desconfortável para a maior parte das pessoas. Assumo que prefiro o conforto de chegar, fazer-me entender, usar a mesma moeda e misturar-me com os locais, para responder aos turistas que me abordam que será melhor pedir ajuda a outra pessoa: " Não vivo aqui", costumo dizer. Os táxis foram, durante décadas, a forma mais confortável de ultrapassar o desconhecido para nos fazermos transportar entre o aeroporto e o destino final. 

Foram. Agora basta-me o acesso à Internet - gratuito na maior parte dos aeroportos - para chamar um Uber. Cheguei a Basileia minutos antes do evento no qual participei ter começado. Tinha um PDF guardado no telefone com todas as indicações práticas para chegar ao destino. Mas não tinha moeda local para o autocarro. E não, não me apetecia usar o multibanco lá do sítio. Voltei ao hall do aeroporto. Liguei-me à internet. Abri a aplicação Uber. Esperei 6 minutos. Recebi uma chamada. Era o motorista a confirmar a minha localização. Não falava inglês e eu não falava alemão. Entendemo-nos, anyway. Chegou, abriu-me a porta e deu-me as boas vindas. Fiz o percurso à velocidade ideal, ao som da rádio local, num Audi A7. Deixou-me à porta e carregou-me a mala por simpatia. Atribui-lhe 5 estrelas e a transacção efectuou-se de forma automática entre a Uber e o meu cartão de crédito. Wunderbar!

Depois, aterrei em Lisboa. Quase optei por chamar um Uber, mas decidi-me por um táxi. Enfrentei a fila nas chegadas. Normal para a hora e bem organizada. Um táxi pára, mala na bagageira, cliente entra, portas a fechar. Arranque à la tuga, como se estivesse em fuga. Novo veículo, outros clientes. Nos carros, autocolantes contra a Uber. Bandeiras para a manifestação. Taxistas ao rubro...

Chegou a minha vez. Enfiei as malas na bagageira, abri a porta, sentei-me. Típico Mercedes que todos conhecemos. Velho. Muito velho. Demos indicações, para além da morada. Novo arranque como se estivéssemos atrasados para... regressar a casa. Cinto de segurança apertado, sensação de excesso de velocidade. Velocidade excessiva para a estrada e a hora, a bater os 120 km/hora na Segunda Circular. Pensei pedir-lhe para abrandar. Melhor não. Já tinha demonstrado não gostar que lhe tivesse dado indicações. Num cruzamento, o picanço com outra viatura. Excesso de velocidade excessivo no centro da cidade. Curva e contracurva sem segredos mas, também, sem respeito, como se este fosse um Grand Prix. O smartphone, junto ao tablier do carro, numa consola própria, indicava o horário das chegadas dos próximos voos. Questionei-me se estaria o próximo voo pleno de passageiros apetitosos para transportar... Já próximo do meu destino, tocou o telefone. Atendeu. Vociferei "agora à direita, se faz favor". Travou, guinou o carro e afirmou "nunca aqui havia passado". Por mim, não voltaria a passar... 

Foi apenas uma viagem. Teria tantas outras para contar como certamente muitos de nós.

Por isso, quando me perguntam: Taxi? Uber... 

Once upon a time there was a Taxi. Then, Uber came along and changed the game. The Taxi got nervous and attacked Uber who peacefully kept on doing her business.

Some liked Uber better and Uber grew stronger and bigger reaching everybody with a smartphone. And smartphone users didn't cease to grow raging the Taxi furious. Instead of fighting back with the same weapons, and using people's goodwill, the Taxi started screaming furiously against Uber. People who had never heard about her decided to try. Most loved it so much that became Uber fans, against the Taxi who shamelessly kept his strategy against Uber who had already gone global with branches all over the world, facing the same issue again and again: the Taxi hungers against innovation and good quality service. 

I'm not an usual Taxi nor a regular Uber user, depending on each of these services in different circumstances. Sometimes it is too early to get a Uber to takes us to the airport and since there are still few in Lisbon, the wait can be  a bit long.

But I confess to have fallen in love with Uber’s simplicity, easiness and comfort, breaking through the Taxi worst flaws: old and smelly vehicles, nasty drivers, playing loud music or sports radio on (even louder), prices and exchange. Taxi? Uber.

Ninguém para (os) olímpicos. Paralympics are stronger than ever.

Ninguém para (os) olímpicos. Paralympics are stronger than ever.

Liberdade. Freedom.

Liberdade. Freedom.