olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida urbana.

We all know it. Mas insistimos...

We all know it. Mas insistimos...

... no ERRO.

Porquê?

Porque é mais fácil. Porque temos medo. Porque, muitas vezes, sabemos e agimos contrariamente. Porque nos cansa ter de provar, em cada candidatura, que somos o melhor candidato.

Enviar o mesmo Cv e uma carta de apresentação-tipo não resulta e todos sabemos. Porque o fazemos? Muitas vezes, disparamos em todas as direcções esperando acertar no alvo. Qualquer alvo. Procurar um emprego ou um estágio é, muitas vezes, desesperante porque abrem-se portas, criam-se expectativas e, depois, nada acontece. Nem uma simples mensagem informando que não fomos seleccionados. Pergunto-me muitas vezes se aquela pessoa que está a recrutar terá passado por isso...

Esta manhã cruzei-me com uma infografia que destaca os principais erros no Cv.

Nunca é demais lembrar:

1. Um endereço de correio electrónico esquisito e pouco profissional (muito comum entre os mais jovens)

Aqui está um exemplo que não me canso de repetir aos caloiros... coolcat1992@hotmail.com não é dos piores mas... belieber23@hotmail.com, superavenger45@gmail.com, moranguinha_rita1997@hotmail.com ou missshinoda85@hotmail.com são de evitar. Porquê? Podem dizer alguma coisa sobre quem são, como se percepcionam ou o que gostam mas não são profissionais. 

Já se imaginaram a receber uma mensagem de alguém que se apresenta como:

frambuexahlouka@hotmail.com 

munina_chicken@hotmail.com

kanuca08@hotmail.com

Não, pois não?

2. Clichés. Todos temos os nossos mas teremos mesmo de os colocar no Cv?

Alguém irá admitir que não tem espírito de equipa? Não. Por isso, evitemos o óbvio e apresentemos concretizações. Mostremos que temos, de facto, espírito de equipa porque conseguimos atingir algum objectivo com uma equipa. E, para os rookies, até pode ser a organização de um workshop na faculdade...

3. Competências

Há muitos anos escrevi algo no Cv que hoje me faz rir e que tem o seu equivalente actual. Inclui uma frase que indicava que sabia utilizar e pesquisar na web, e que conhecia diferentes serviços de e-mail. Giro, não é? Pois bem, na altura fazia sentido porque a Internet era um admirável mundo novo. Fará sentido incluir que estamos habituados a utilizar sites de redes sociais? Não. Pressupõe-se que sim. Limitemo-nos ao relevante, portanto.

4. Fotografias

No Cv são de evitar e a do Linkedin deve ser o mais profissional possível. Admite-se alguma descontracção no Facebook ou Instagram mas não abusemos. Corpos semi-nús, copos na mão, com os namorados, o rosto escondido... Caso para dizer, "menos, por favor".

5. Dimensão

Vergonhosamente, não consigo cumprir o critério das duas páginas para resumir a minha vida profissional mas consigo, numa página, explicar quem sou e o que já fiz. Difícil? Não. Difícil é escrever uma carta de amor.

6. Buracos no tempo

Os períodos sem trabalho não significam que tenhamos ficado no sofá. Se foi o caso, bad choice, porque voluntariado, viagens e outros exemplos de desenvolvimento pessoal podem ser elementos que valorizam um Cv.

7. Erros, gralhas e mau aspecto

Rever mil vezes o Cv. 

8. Grafismo

Chama-se keep it simple e é a melhor solução. Não adianta inventar muito ou escolher um tipo de letra genialmente criativo e impossível de ler. O objectivo é que o Cv seja claro e que convide à leitura. A não ser que sejam designers ou queiram trabalhar na área. Mesmo nestes casos, o Cv deve ter uma componente simples, de fácil leitura e, outra, mais criativa.

9. Organizar. Organizar. Organizar!

Organizar o Cv para facilitar a leitura e dividir áreas. Um Cv não é um romance, pode muito bem ser uma espécie de listagem sobre o vosso percurso.

Não consta da lista mas acrescento eu:

10. A verdade

Não adianta mentir. A verdade tem perna curta e facilmente se descobrem incongruências ou pequenos exageros no nosso Cv...

BOA SORTE!

Podemos mudar?

Podemos mudar?

Papa Francisco: you gotta love him ♡

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