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A ideia redutora da diversidade ou a importância de gostares das tuas maminhas

A ideia redutora da diversidade ou a importância de gostares das tuas maminhas

#SaggyBoobsMatter: aceita as tuas maminhas

Cruzei-me, à dias, com um comentário da @madameacidic (Mariana Duarte Silva, Village Underground), em relação a umas imagens publicadas numa das revistas do social que mostrava um conjunto de mulheres (um bocado iguais, diga-se de passagem) apelando à ideia da diversidade: "caras conhecidas provam que a beleza feminina cabe em vários tipos de corpos", desde que sejam todos tamanho 36, pensei. Nada contra mulheres magras ou elegantes mas a diversidade não é isto e, sobretudo, as palavras não podem ser usadas para nos posicionar enquanto defensores de uma causa que não é a nossa.

As revistas do social existem para mostrar o lado B da vida, que é sempre bonito e (um pouco) manipulado, para criar imagens bonitas e um ideal de vida igualmente belo.Não foram criadas com o objectivo de ter uma missão, mensagem interventiva e socialmente relevante, de apelo à mudança de consciências, pelo que não compreendo a razão pela qual a diversidade é chamada ao título de um artigo que começa por referir a tarde, a boa disposição e, principalmente, a marca para a qual estas figuras conhecidas foram fotografadas. É um facto que depois falam sobre maternidade e o corpo mas, isso, não é diversidade. E por falar no tema, a Aerie (#AerieReal) está, de facto, a celebrar a diversidade com uma campanha que inclui modelos com tipos de corpos muito diferentes entre si mas, também, mulheres com doenças específicas, deficiência ou condições invulgares. Senhores: diversidade é a característica do que é diverso e plural, não são cores de cabelo diferentes, maminha maiores ou menores. E, por falar em maminhas, agora que vão estar mais expostas nos biquinis ou fatos de banho, falemos sobre isso: mamas.

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Caídas ou não, com estrias ou redondas como duas laranjas, não há duas mamas iguais. Se a nossa direita e esquerda são diferentes, imaginem a variedade de mamas em todo o mundo. As mamas, esse objecto tão clínico, que se apalpa como se fosse massa de pão, é fonte de vida e, talvez, o maior objecto de desejo sexual. Não é para os nossos olhos que eles olham. É para as mamas. Independentemente do tamanho ou da forma, os homens não conseguem evitar olhar para o colo de uma mulher, naquele V estreito que se forma numa blusa aberta, no decote mais ou menos profundo ou, simplesmente, no volume semi-escondido por baixo de uma camisola. 

Nem todas têm a sorte de as ter redondas e tesudas. Mas todas acham que poderiam ser maiores, melhores, mais pequenas, menos caídas, mais redondas, menos flácidas, mais… E muitas, se pudessem, atiravam-se de cabeça à faca, para uma remodelação. 

O tema das mamas não é novo no urbanista e já confessei que as minhas nunca foram um problema. Talvez porque me concentrasse noutros supostos problemas com o meu corpo e este fosse, na verdade, o menor dos males. E é mesmo menor, em boa verdade (gargalhada mental…) A verdade é que nem toda a roupa me assenta bem (onde é que eu já ouvi isto?...) e se, umas não podem porque as têm demasiado grandes, outras também não podem porque ficam perdidas por baixo de um manto de invisibilidade.  E muito pano. Falamos muitas vezes nas mamas grandes e raramente nas mamas descaídas que a indústria da roupa interior se encarregou de cuidar, com modelos de todos os tipos para as puxar para cima. 

E quando tiramos o soutien? Pior, e quando vamos comprar o soutien?

Há dias cruzei-me com a hashtag #SaggyBoobsMatter e, apesar das minhas não serem completamente saggy, revi-me totalmente na questão porque as mamas - ou a sua quase inexistência - afecta-nos mais do que pensamos. Somos influenciadas pelas maminhas perfeitas das modelos nas revistas e as fotografias que estão nas lojas. São sempre maminhas perfeitas para soutiens que irão ser vestidos por mulheres imperfeitas. Não faz muito sentido mas é neste contexto em que nos movimentamos por isso, o melhor que é aceitar as nossas boobs, no matter what, responder à letra sempre que formos vítimas de comentários que nos fazem sentir mal e perder a vergonha da pessoa para quem nos despimos. É que muito provavelmente essa pessoa está aterrorizada por se despir à nossa frente, mostrando a sua intimidade e fragilidade.

Pensem sempre na insegurança do outro. Ninguém é perfeito, por muito que o possa parecer. Pensem nisso com todas as vossas forças e absorvam a energia que esse pensamento vos dá para serem mais fortes e confiantes!

G'anda pinta!

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