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olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo e tendências urbanas.

Danish Pastry Shop

Sou daquelas pessoas que nunca foi de copo meio cheio ou meio vazio. Ou está cheio ou está vazio. Meio termo é, simplesmente, assim assim. E o assim assim é, isso mesmo, assim assim... Por isso, quando me perguntam se gosto de rádio, raramente digo meh porque o meh, não faz muito sentido. Ou gostamos ou não gostamos. Ou está frio ou está calor. Ou chove ou não chove. Tudo o que fica nesse meio é, simplesmente, aborrecido e indefinido.

Talvez por isso goste tanto da Escandinávia que é, por definição, um local frio, de certa forma inóspito - em todos os sentidos da palavra - mesmo no ponto de vista social e cultural. Talvez, também por isso, seria tão enigmático e

Por outro lado, também gosto muito do calor africano e, principalmente, sul americano. Abaixo do Equador, para definir melhor.  Mar do Norte ou mares do sol. O que está no meio é... assim-assim. Uns dias quente, outros dias frio, difícil de definir. Outros dias é suposto estar quente e está só assim assim quente. Nós por cá somos muito isso: a terra do assim-assim... do vamos andando, vamos indo...

Também talvez por isso fiquei tão satisfeita quando ouvi o nome: Danish Pastry Shop. Os dinamarqueses raramente fazem por menos. Ou assim-assim. Como escandinavos que são, ou é ou não é. E, a pastelaria dinamarquesa, é: doce, ornamentada, rica e saborosa. Na verdade, não posso dizer que goste destas iguarias porque são bastante doces. Contudo, há algo na alimentação dinamarquesa e, em geral, na forma como se come no Norte da Europa que me agrada. Como em tudo na vida, também a alimentação é muito hygge e lagom, particularmente ao almoço, baseado em fatias de pão recheado com tudo o que possam imaginar. Os almoços fazem-se, normalmente, com sandes compostas às podemos também chamar sandes gigantes, não pelo tamanho mas pelo volume, por aquilo que se lá coloca dentro. E, uma sandes daquelas, é mais do que suficiente para deixar uma mulher satisfeita, acompanhada de um sumo natural e, eventualmente, quem sabe, de uma cookie e um chá, logo a a seguir.

Foi por isso que fiquei tão curiosa com a Danish Pastry Shop. Na apresentação deste novo espaço em Queijas, aprimoraram-se nos doces que nos apresentaram, iguarias maravilhosas de fotografar e saborear. O que me despertou verdadeiramente à atenção foram os croissants, que são feitos à verdadeira moda francesa, isto é, não sabem a manteiga nem se desmancham quando lhes tocamos. São folhados, são leves e estaladiços mas tem sabor de massa folhada e, sobretudo, têm sabor do chocolate que lá está dentro, um chocolate suíço escolhido pelo chef da Danish Pastry Shop com elevadíssima qualidade. O mesmo para o pão, tem vários tipos, com farinhas pouco refinadas, preparadas em moagem de pedra o que lhes dá uma textura bastante diferente da que conhecemos das farinhas utilizadas para fazer o pão. São também produzidas com uma levedura feita na própria Danish Pastry Shop, uma levedura natural o que intensifica o sabor do pão. Há, inclusivamente, um pão feito com levedura de cerveja que tem um sabor muito característico, único e que, seguramente, não será do agrado de todas as pessoas. Têm também pão de sementes, repleto (repleto mesmo, não aquela amostra por cima) de, adivinhem...  Sementes! 

Na Danish Pastry Shop também há brunch e há, sobre tudo um cuidado na selecção dos ingredientes, na preparação dos alimentos, na apresentação e na forma carinhosa como nos recebem, dando a sensação de estarmos em casa. Nota dez na cotação urbanista  

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