Yoga pose PC.png

urbanista

finding your bliss

99% natural: assim deveria ser a nossa pele

99% natural: assim deveria ser a nossa pele

Dizem que os olhos são o espelho da alma. Tenho para mim que a pele é um espelho da nossa saúde porque a maior parte dos problemas que apresenta resultam, muitas vezes, de défices de água e nutrientes, como vitaminas e sais minerais. Contudo, insistimos em tratar do lado de fora algo cuja saúde e beleza começa por dentro. Eu também sou assim por isso, não atiro pedras. 

A nossa pele é o maior órgão do nosso organismo, o mais exposto e mal tratado. No Verão, sol em excesso, no Inverno, frio na rua e a água demasiado quente. A melhor forma de protegermos a pele durante a estação mais fria resume-se a usar cremes hidratantes à base de glicerina nas mãos, beber água e hidratar os lábios, usar produtos hipoalergénicos no rosto e corpo, e aplicar óleos no corpo. Será?

Tudo começou com um óleo corporal que me apaixonou. Não sou adepta de oléos exatamente porque… são oleosos, mancham a roupa, têm gordura a mais e hidratação a menos… Contudo, ofereceram-me um óleo de Inverno que me deixou seduzida pelo odor, rápida absorção e nível de hidratação. Na mesma altura, experimentei alguns cremes de rosto, um gel de banho e um desodorizante, numa espécie de kit de iniciação à cosmética orgânica, que a Organii me ofereceu a propósito do Organii Eco Market.

E se, no Verão me deslumbrei com os produtos da Granado, tenho de reconhecer que esta oferta mais natural contrariou a ideia que tinha das linhas de cosmética biológicas como sendo… mehhh

Temos sido alvo de uma indústria que se auto-alimenta quando insiste que aquele creme resolve o nosso problema, quando nos oferece uma solução aparentemente milagrosa ou quando provoca dependência na própria pele, especialmente com alguns cremes anti-envelhecimento. Da mesma forma, é também uma indústria que, na maior parte dos casos, recorre a químicos, usa embalagens que em nada contribuem para a preservação do meio ambiente e que não garantem a integridade do produto até ao final da utilização (o creme quando contacta com o ar tende a degradar-se) e químicos (conservantes) para garantir maior durabilidade. Há ainda outro factor: o preço. Por estas razões e por ter percebido que nem sempre a promessa da marca era cumprida, decidi procurar alternativas. Comecei por procurar nos supermercados biológicos e, depois de abrir o tal kit de Cosmética Orgânica, fiquei a conhecer outras marcas com um perfil radicalmente diferente da cosmética de supermercado, farmácia ou perfumaria. É o caso de algumas marcas que a Organii comercializa e que tenho estado a descobrir, como as francesas Absolution e Ekia, a irlandesa Voya (com uma história incrível, de mais de 300 anos na zona costeira da Irlanda, com estâncias para banhos de algas) ou a Mádara da Letónia (muito #girlpower nesta marca, criada, gerida e produzida só por mulheres). 

Comecei por experimentar porque sou curiosa, sem saber muito bem que creme servia para quê. Não correu mal porque as descrições são muito fiéis ao compromisso do produto. No entranto, fiz uma visita à loja (recomendo vivamente porque o atendimento é personalizado, atencioso, conhecedor das características dos produtos) e vim de lá com um saco cheio de coisas boas para a pele. Não é barato mas, isso, já nem os cremes de supermercado. Na verdade, os preços são bastante equivalentes aos da generalidade das marcas pelo que esse argumento não me irá demover de uma abordagem mais próxima do que é natural.

Estou a usar um tónico (eu detesto tónicos e aquela sensação de molhado que deixam na pele) em spray (vantagem de sentirmos uma espécie de névoa a caír-nos em cima e de não usarmos algodão) que, sozinho, hidrata a pele. Em três dias fiquei rendida. É maravilhoso! Há dias fiquei a meio do meu processo de beleze e só mais de uma hora depois percebi que não tinha colocado nenhum creme na pele, que tinha interrompido depois de aplicar o tónico e, tchanram… a pele estava perfeitamente normal, sem qualquer sensação de repuxar!

Em seguida aplico um sérum que promete desintoxicar a pele em relação aos vários elementos de stress e agressões, feito a partir da seiva do dragoeiro, uma seiva avermelhada que se funde na pele como quando bebemos um copo de água… Depois, nos olhos, num gel em creme à base de algas da Voya sobre o qual, confesso, tinha muitas dúvidas mas que me convenceu à segunda utilização. Sabem quando aceitamos o produto porque a senhora da loja diz que faz maravilhas e ficamos a pensar yeah, right?… Pois. Mão à palmatória porque não tenho olheiras nem rídulas. Já as rugas… Não há creme que nos valha, muito embora, nesta zona, a pele esteja com um aspecto resplandecente.

Finalmente, antioxidantes para regenerar e hidratar ou um rehidratante contra a pele danificada. Ambos da Mádara. Ambos espectaculares. Ainda tenho o Crème du Teint feito à base de chá verde que é 99% de origem natural e 48% de origem biológica. Não consigo deixar de pensar a que corresponderá aquele 1% mas, aqui entre nós, não será essa a percentagem que me vai matar…

eu, tu, um microfone e o mundo lá fora a acontecer.

eu, tu, um microfone e o mundo lá fora a acontecer.

Internet a mais, arranhões a menos

Internet a mais, arranhões a menos