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finding your bliss

Já não há histórias de amor

Já não há histórias de amor

São cada vez mais raras. A questão começa com o desagregar dos laços e do sentimento de pertença mas, também, com essa ausência de identidade num mundo cada vez mais global e homogéneo, que apela à diferença sem a reconhecer. A mudança no amor, no sentimento que é amar, na intimidade reflecte a mudança das relações e da própria ideia de ser, da relação do eu e do outro. Vivemos perante uma multiplicidade de opções identitárias, sexuais e de género, que se traduzem numa espécie de utopia cosmopolita que nos faz quase sempre querer voltar à nossa essência para a descobrir ou, simplesmente, redescobrir.

No tempo dos meus avós e no tempo dos avós deles, era tudo diferente. Por vezes pensamos que antigamente é que era bom mas, era nesse antigamente, que os casamentos eram arranjados e que a violência doméstica, quando existia, era silenciada. O casal ficava junto até à morte numa instituição chamada casamento que definia a vida emocional, amorosa e sexual bem como as pessoas e as suas relações sociais. Hoje não dependemos de nada nem de ninguém, apenas de uma ligação à internet e de uma certa capacidade de escolha entre infinitas possibilidades. Queremos, contudo, o mesmo desde sempre: amar e ser amados.

O que mudou foi a forma de conhecer o amor.

A sociedade sempre nos pressionou para dividirmos a nossa vida com alguém. As solteironas que ficam para tias ou os solteirões que são uns mulherengos representam a pressão que família e amigos exercem sobre cada um de nós para encontrarmos o tal. O romance nunca irá desaparecer, menos ainda a vontade intrínseca de amar alguém mas, hoje, é tão difícil conhecermos uma pessoa com quem consigamos ir além de encontros fugazes que nos fechamos ao amor. Dizem que a culpa é da tecnologia, ainda que esta se apresente como uma ferramenta que pode ampliar o leque de pessoas que podemos conhecer, para além das rotinas do dia-a-dia, dos grupos de pertença ou dos amigos dos amigos. Nos sites de encontros e redes sociais ou nas aplicações que assumem a sua função de engate, o amor está ao virar de um swipe que é como quem diz, podemos escolher mas, efectivamente, é o caçador que se transforma na caça.

Por isso, neste dia do amor e dos enamorados, proponho o contrário do habitual: sejamos egoisticamente felizes a ler um livro, ouvir um podcast, a praticar yoga ou mimando o corpo (e a alma) num banho de imersão (bem sei que nesta altura o banho de imersão é politicamente incorrecto mas façamos uma imersão das pernas na água deixando o resto do corpo por molhar)... Vamos tirar um dia para nós, no conforto da nossa casa ou num hotel espectacular como este que fui conhecer, e que me permitiu fazer estas fotografias...

Porquê um hotel num dia como o de hoje? Porquê o WC Beautique Hotel?

Porque merecemos. Porque eu queria sugerir-vos um banho de imersão. Porque as banheiras do WC Beautique Hotel são lindas. Porque  aceitarem esta ideia de ser fotografada numa banheira. Porque sozinhos ou numa relação, a fuga à rotina deve fazer parte dessa mesma rotina, para nos libertarmos dos preconceitos e da pressão que nos infligem todos os dias. Porque este é, sem dúvida, um exemplo de fuga ao óbvio. Em plena Avenida Almirante Reis, pode assumir-se um refúgio no centro da cidade, seja no terraço do quinto andar, na varanda da suite ou no restaurante, semi escondido na lateral do hotel. O WC Beautique Hotel é um espaço conceptual, decorado por Mini Andrade e Silva que nos remete para a ideia de banho e todas as sensações positivas que lhe estão associadas. Da cor ao aroma, parece que estamos em casa, numa casa limpa, arrumada, repleta de luz e sol. A decoração é irreverente e inesperada. Também, por isso, nos seduz e conforta.

O urbanista agradece ao WC Beautique Hotel

a disponibilidade para a realização desta sessão fotográfica.

 

 

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