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bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida urbana.

Tendência: regressar, recomeçar, reinventar

Tendência: regressar, recomeçar, reinventar

Gosto muito do mês de Setembro. Para além de ser o mês do meu nascimento, no mesmo dia da minha mãe, é, desde que me lembro, uma espécie de Janeiro. Por várias razões, nunca tive férias - daquelas compridas, férias a sério - em nenhuma outra época do ano. Chego a Julho extremamente cansada. Uma vez estudante. Depois professora. Para além disso, mãe. Agosto é o fim da linha, o mês das promessas de que vai ser tudo diferente. Setembro é o Janeiro da implementação das resoluções. É também um período de descobertas, de regresso à cidade para encontrar locais novos, provar novos sabores ou experimentar coisas diferentes como, por exemplo, uma aplicação de car sharing que inclui veículos eléctricos. Já descarreguei a DriveNow e só estou à espera do dia do meu aniversário para a usar. É que, por coincidência, é nesse dia que começam a operar! 

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Dos espaços novos que  abriram, e dos que ficaram por descobrir, destaco duas grandes tendências, ambas numa lógica eco-healthy-lifestyle a qual, acredito, não será apenas uma coisa gira, uma cena que gera likes e nos posiciona como as pessoas cool cá do burgo. Não é a minha cena mas, obviamente, fico contente por perceber que Lisboa está cada vez mais saudável. Ainda não é uma cidade com um local para comer de forma saudável em cada esquina mas…

O The Therapist fica no Lx Factory, em Âlcantara, e é um segredo bem guardado. Entre a Organii e a Boa Safra está um local com um bolo de chocolate verdadeiramente saudável. E bom! Os ingredientes são os mesmos do meu bolo de chocolate mas este fica-lhe bastante à frente. Cacau, farinhas não refinadas, geleia de arroz para adoçar transformam-no num prazer sem culpa. E nem mesmo a consistência algo sticky, a deixar-nos com a língua nos dentes (que, penso, resulta dos ingredientes) nos impede de o saborear até à última garfada. No The Therapist tudo é bom. A sopa, opção que não está no topo das minhas preferências, é maravilhosa e os pratos muito saborosos. E biológicos.

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 Fora de Lisboa, mas aqui mesmo ao lado, a Nalu Bowls vai fazer-me ir mais vezes à Ericeira.

A Nalu Bowls, como o nome indica, tem bowls, ou seja, tigelas com fruta e vegetais que merecem cinco estrelas. Portugal não tem esta tradição de usar tigelas a não ser para a sopa. Reina a ideia de uma tigela de iogurte e fruta ou iogurte e cereais são suficientes quando, na verdade, uma taça de açaí com granola (de preferência caseira e sem açúcar adicionado) e fruta é uma delicia que havaianos e balineses conhecem bem. Como as poke bowls havaianas, comer da tigela é prático e permite misturar sabores de uma forma especial.

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Não sei exactamente de onde vem esta evolução do smoothie mas sei que, numa bowl, o smoothie é mais espesso, o que quer dizer que tem menos água e portanto mais fruta ou vegetais, ou seja, é mais saudável. Além disso, o facto de se comer à colher e incluir ingredientes que precisamos mastigar obriga-nos a parar o que, nos tempos apressados que correm, é outra vantagem. São nutritivas e perfeitas para pré e pós exercício, combinando ingredientes de acordo com o nosso gosto e necessidades nutricionais. Já me tinha rendido às poke bowls com peixe, legumes e cereais. Também já conhecia as smoothie bowls do instagram mas, agora, quando me apetecer, já sei onde as posso ir comer! E a seguir... surfar!

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