olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

60 anos. E então?

60 anos. E então?

Não estão em maioria mas ainda há uns quantos leitores do urbanista nos sessentas. E se os 40 são os novos 20's, então é óbvio que os 60 são os novos 40. Aos 40 a mulher atinge o seu auge, conjugando uma certa inocência da juventude que não está totalmente perdida e alguma experiência que lhe permite discernir muito bem o que quer do que não quer. 

Especialmente o que não quer.

Tenho para mim que algumas pessoas, especialmente mulheres, cujo perfil conheço melhor, envelhecem mais depressa do que a idade que têm. Conheço muitas que se acham mais velhas do que eu quando, na realidade, são mais jovens. Aparentam um ar carregado de responsabilidades e sucumbem a ideias pré-concebidas sobre o que devem fazer, vestir ou agir em função da idade. São senhoras, mães e profissionais, esquecem-se, contudo, de serem quem são, anulando aquela faísca que nos faz vibrar, que dá brilho aos olhos, refresca a pele e nos faz pairar em vez de caminhar. Não deixem. Façam o exercício simples de recordar quem eram antes da sociedade tomar conta de vocês. Acreditem que nunca mais nada será como antes...

Primeira pergunta: o que são roupas de senhora e roupas de miúda?

Segunda questão: uma miúda de 20 anos leva roupas "de mãe" emprestadas, mas o contrário é impossível?

Finalmente: não seria o bom senso, noção de ridículo e estilo que deveriam determinar a roupa que vestimos?

Naturalmente que não vou para uma reunião de trabalho de biquini, não me apresento para dar uma aula de chinelos de praia e não apareço numa situação formal de calções e tshirt, como se fosse fim de semana. No entanto, o que impede uma sexagenária de vestir roupa que é, supostamente, comercializada para jovens? O que é isso de ser jovem? Não é um conceito que ultrapassa a noção e idade? Pois é! Uma das leitoras desafiou-me e eu aceitei...

Levei a Marta Cavaleiro e passámos por várias lojas conhecidas por terem roupa "para jovens", com preços apelativos e uma lógica muito fashion para provar que sexagenária pode!

A edição é da Leonor Wicke.

Férias hoje: o que levar

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Ser uma velha bonitona não é ser velha. É ser bonitona.

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