olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

O dia em que decidi ceder às tendências: vestido comprido e calças de ganga...

O dia em que decidi ceder às tendências: vestido comprido e calças de ganga...

Podia dedicar-me a seguir tendências, fazer aquelas fotos cheias de estilo e encher o Instagram com imagens que nos fazem querer viver com um filtro permanente. Se a moda é passageira, o estilo é intemporal e o pior que nos pode acontecer é fazer scroll down e pensar que aquela imagem tem de desaparecer porque já não corresponde ao nosso estilo. O que partilho inspira-me e raramente a roupa é apenas um conjunto de peças. Atenção: adoro perfis repletos de imagens que esbanjam estilo! No entanto, o estilo ultrapassa a moda e porque a moda também é o que decidido usar, inspirei-me aqui, aqui e aqui para tentar imitar uma tendência cujo verdadeiro sentido não entendo:

vestido comprido com jeans 

Primeiro fomos às lojas. depois pensámos em formas instagram friendly para contar  este episódio. A seguir saímos à rua a fazer que fazíamos um editorial de moda e a conclusão é simples: desculpem a ignorância mas qual é a cena de usar um vestido comprido com umas calças de ganga por baixo? Parece que estamos confortável e desmazeladamente em casa, num domingo frio de chuva e, a meio da tarde, enquanto assistimos à comédia miseravelmente romântica, vestimos umas calças por baixo do vestido porque tínhamos frio. Not!

Ninguém tem frio no Verão! A não ser que estejamos na Escandinávia e, mesmo assim... Tenho dúvidas. Não há quem aguente sobreposições quando o termómetro ultrapassa os vinte graus. E sim, lá para aqueles lados, o Verão ultrapassa estas temperaturas... 

Os gajos comentam dizendo que acham ridículo e eu, que posso ser muito gaja e pensar com cabeça de gajo, fiz um esforço. Do vestido semi-transparente num tule esquisito que não é mais do que poliéster, a um camiseiro gigante que parece um saco ambulante, passando pelo vestido made in zara que não fica bem a ninguém e está entre o abat-jour e o bibe da escola, para terminar cheia de flores com um daqueles maxi dresses que só servem a mulheres de perna comprida, experimentei (quase) tudo.

Valeu-nos (a mim e à Marta Cavaleiro) umas valentes gargalhadas numa tarde fria (thank God!) de Verão com o céu pouco nublado numa Lisboa que, definitivamente, não está preparada para estas modernices. Porque, afinal de contas, fartei-me de suar. Vivam as pernas ao léu. Obrigada!

Ser uma velha bonitona não é ser velha. É ser bonitona.

Ser uma velha bonitona não é ser velha. É ser bonitona.

Urbanista (always) Alive e NOS (todos) no instagram

Urbanista (always) Alive e NOS (todos) no instagram