olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

odeio mules

odeio mules

Odeio mules. Sempre odiei mules. Já tive mais do que um par de mules (os mules ou as mules?.. Fica a dúvida...) uns dos quais eram mais uns mocassins achinelados e que usei até a sola romper. Por uma razão muito simples: já nessa altura não tinha muita vontade de andar de sapatos ou de me vestir muito formal e aquilo - aquele pseudo chinelo (mule, ou que lhe quiserem chamar)  era um compromisso entre o "estou à  vontade porque tenho os calcanhares de fora", o "tenho os pés tapados porque o contexto assim o exige", e o "olhem para mim que sou uma professora respeitável" (do alto dos meus 25 anos...).

Há fases na vida em que sentimos necessidade de auto-afirmação, cedemos à  pressão dos outros e achamos que a roupa nos define. Efectivamente, o suposto respeito também se faz pela imagem que criamos para os outros e, porque comecei a dar aulas na universidade ainda muito jovem, e com um ar exactamente assim, senti necessidade de estabelecer limites e um certo respeito. A roupa contribuía bastante para isso. É uma absoluta estupidez porque o meu conhecimento ou a minha capacidade de trabalho não se determinam pela roupa que tenho vestida. Eu sei isso. Vocês sabem isso. Nós sabemos. Mas cedemos. Agora entendo isso.  Tudo isto para dizer que...

Não gosto de mules. Acho-as um híbrido que deveria ser abolido. Pensava que tinham desaparecido mas a moda é a história do eterno retorno. Normalmente o regresso é em bom, com melhorias substanciais em relação ao passado mas, neste caso, não. Todo o sapato que nos faça chinelar é um chinelo, não é uma mule. Mules são chatas e dão trabalho. Aprendi, à minha custa, o segredo para caminhar de forma elegante, mas dá uma enorme dor nos pés e, simplesmente, já não estou para isso…

Santos Populares

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pequenas obsessões

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