olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida urbana.

Quem quer trabalhar num PALACEO?

Quem quer trabalhar num PALACEO?

Por vezes tenho a sensação de que há uma força qualquer que tenta castrar Portugal à força. Impedir-nos de crescer, desenvolver ideias e fazer coisas. No entanto, há cada vez mais pólos de criatividade e uma energia no ar que nos impele a fazer, quando tudo aponta para estar quieto.

Estou convencida de que nasci cedo demais. Sou acelerada em tudo e talvez também o universo se tenha apressado comigo porque, efectivamente, faço parte de uma geração mais resignada do que aquela com a qual me deveria identificar. Sinto que faço parte de uma geração de pessoas inquietas que gostam de arregaçar as mangas e fazer. Pessoas para quem a palavra emprego significa o que querem fazer na vida, o que as preenche e faz feliz, independentemente do estatuto, cargo ou do final do mês... Talvez a minha geração tenha apanhado o que ainda sobrou da loucura e exagero dos yuppies e eu tenha faltado a essas aulas. Thank God!... Talvez o facto de estar sempre rodeada de pessoas mais jovens e de ser obrigada a mergulhar diariamente no contexto digital me tenha transformado numa nativa, apesar daquilo que diz o B.I. Talvez. Talvez pudesse voltar atrás e perceber se faria tudo igual.

Pelo menos uma vez, pensamos todos nisso, não é?

Sou de Lisboa mas também sou menina da Linha, como depreciativamente sempre ouvi dizer. Não me importam os estereótipos porque a Linha é mesmo um local especial. Quem cresce com os pés na areia, para ir a Lisboa num comboio com a vista mais bonita de que há memória, ou caminhar num passeio marítimo para ir comer gelados a Cascais tem privilégios que provocam inveja. Quem é da Linha sabe do que falo porque facilmente nos reconhecemos uns aos outros, associando nomes e caras a praias e liceus. O mar inspira qualquer um e o pôr do sol no Guincho faz-nos querer voltar sempre a casa. Sinto issodiariamente, morando em Lisboa, ou quando faço a Marginal ao fim do dia. Foi o que aconteceu ontem, a caminho do Palaceo.

Sim, admito, apetece voltar...

Estive na inauguração de um espaço com características únicas: um palácio, escondido numa zona residencial em Caxias, rodeado de um jardim imenso, que agrega empresas empreendedoras e criativas. A história deste empreendimento é simples: pessoas que se mexem e fazem mexer o mercado juntaram-se à Câmara Municipal de Oeiras e à Oeiras Viva para criarem um novo espaço dedicado à criatividade (mas também à partilha e à cultura, afirmaram...) para empreendedores fazerem o seu caminho. Para já o espaço é ocupado por empresas inovadoras como a Gotcha, a H2N, a Madstudios, a Megafinalistas, a Megasnowstrips, a New Sheet, a One Punch e a WAM que operam criativamente no audiovisual, digital, música, turismo e eventos. Aguardam-se novos inquilinos no Palaceo. E mais sunsets como este....

O Método da Mafalda

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pequenas obsessões

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