olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

Vou ali apanhar umas ondas e venho já

Vou ali apanhar umas ondas e venho já

Lembro-me de estar na praia e pensar que gostaria de saltar para cima de uma prancha e apanhar uma onda. Cresci entre surfistas e quase todos os dias grandes terminavam na praia de Carcavelos. Eram outros tempos, andávamos todos mais à solta e à vontade. Só não podíamos passar sozinhas nos baldios atrás do St. Julian's. Quem é dali sabe porquê...

Na praia, tinha amigos surfistas e amigas namoradas de surfistas. E sempre quis experimentar mas, a minha suposta pose, aparentemente austera, de bailarina fazia com que ninguém imaginasse que lá dentro batia um coração que só queria entrar no mar. Sim, na verdade eu também não dizia. Medo de falhar, medo do ridículo, medo de ser parva. Parvoíces...

Depois namorei um puto surfista e pensei: agora é que vai ser.

Não foi. Fiquei a tirar fotografias.

(ninguém merece!)

Anos mais tarde continuava curiosa, acompanhava as etapas de surf e dei por mim a fazer o meu primeiro trabalho na rádio sobre... surf. Estava como peixe na água mesmo estando fora dela e dava conta do swell com enorme orgulho. Era quase como se fosse surfista.

Só que não era.

Foi então que conheci quem me levou para a água com fato emprestado de um amigo e prancha de bodyboard velha. Comprei uns pés de pato numa liquidação e dei por mim apaixonada pela água. Anos mais tarde, foi na praia da Baía dos Golfinhos em Pipa, no Brasil, que experimentei uma longboard e, mesmo com ondas de metro a coisa não foi fácil....

Tempos depois, Carcavelos enrolou-me as voltas e apanhei um susto do qual ainda me lembro... e parei. Sim. Tive medo. Ainda entrei mais duas ou três vezes mas as minhas ondas são aquelas que não interessam a ninguém mas que me dão um prazer dos diabos!

No Verão passado comprei uma skimboard e estatelei-me na praia à terceira tentativa percebendo que, por vezes, temos mesmo de aceitar que "já não temos idade para aquilo".

Foi o caso. Usei-a como uma espécie de prancha de bodyboard e... no fim do Verão já andava a ver os fatos, as pranchas... o resto já sabem.

Voltei à água acompanhada da #lovelyRita a minha super companheira de aventuras surfistas. E porque nunca é tarde para começar (ou recomeçar), porque não seguem a sugestão da @soulofpi e se inscrevem neste baptismo de surf?

Eu vou lá estar armada em rastejante a fazer companhia para vos ver apanhar ondas!

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