olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

Preparar os saldos

Preparar os saldos

Adoro saldos e há vários anos que não faço compras em nenhum outro momento do ano. Obrigo-me a usar o que tenho, comprando de forma selectiva e consciente. Estamos numa altura em que os trapos estão cada vez mais acessíveis e que o apelo ao consumo é cada vez maior. Contudo, as flores que que usavam ontem não são exactamente as mesmas que se usam hoje, embora os padrões sejam florais. O mesmo para o eterno vichy que hoje se usa num corte diferente do dia de ontem. O mesmo tecido, diferente modelo. Quanto a isto, só duas coisas: ignorar ou resistir. Como a roupa também é um elemento muito importante para a nossa auto-estima, na maior parte das vezes não ignoramos e muito menos, resistimos. Por isso, atenção às tendências, recolham informação sobre o que vai estar a dar na estação seguinte para comprar o menos possível, identificando as verdadeiras necessidades, evitando sermos seduzidos na loja. Porque é muito fácil deixarmo-nos levar quando circulamos nas lojas da moda. Há, ainda, outras opções, mais sustentáveis, menos divulgadas e por vezes mais caras. Sobre isso, falaremos depois…

O que é que eu faço?

Primeiro, observo. Observo as pessoas na rua para identificar aquelas peças que circulam repetidamente. Observo as lojas ou os sites das principais marcas para saber que cores, padrões e modelos são os que estão em voga.

Depois, recolho informação, procurando-a em sites da especialidade, percorrendo feeds de instagram para saber quais as peças em que vale a pena investir.

A seguir, olho para o meu guarda roupa, identifico as peças que precisam de substituição (os básicos), as que, sendo da estação, não visto há mais de um ano, as que já não me apetece vestir e o que poderá fazer-me falta. E faço uma lista do que é necessário, do que pode valer a pena e dos desejos que podem, ou não, ser concretizados.

Só então é que saio para ir às lojas porque, apesar de ser apologista da tecnologia, há duas coisas que não dispenso: o toque do tecido e o corte da peça que, no mercado do fast fashion nem sempre é o melhor.

De volta às tendências e ao que se prevê ver na rua, vamos por partes:

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Riscas, florais,   camuflado

estão e vão continuar, juntamente com impressões em tecido com referências artísticas.

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Rosa é a cor dominante

Mini bags são a the next big thing

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As mules regressaram

A pergunta impõe-se: PORQUÊ?!

Ténis (ou sapatilhas...) não vão desaparecer tão cedo e querem-se muito tchan, com padrões, aplicações ou detalhes que fazem a diferença. Sapatos para quê?

Juntamente com os ténis o estilo athleisure veio para ficar. Insistem na morte das calças justas mas eu acho que têm tudo para continuar mais uns tempos. Os corsets são "a" tendência mas se fosse a vocês não faria grande investimento. É coisa para cansar rapidamente.

Nos pés regressaram as mules (porquê?!...) e penduradas ao ombro, as mini-bags (mini what?!) Please... E levo o quê lá dentro? Cartão de cidadão e pastilhas elásticas? 

Uma working girl tem tralha. Uma blogger tem acessórios multimédia. Muita TRA LHA, got it?  

Agora vão identificar as vossas REAIS necessidades, façam a lista e vão ver que tudo muda, quando entrarem numa loja….

Vou ali apanhar umas ondas e venho já

Vou ali apanhar umas ondas e venho já

Gabriela

Gabriela