olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida urbana.

Eu: uma relação nem sempre fácil

Eu: uma relação nem sempre fácil

Kind of a @nolatrees #copycat to raise awareness of #bodylove and at the same time to repeat that I wouldn’t care less about what others think. I never had weight issues but I always had my own issues, as probably anyone has. I understand the freedom she talks about because I also set myself free not long ago. It’s the most a amazing feeling one can have and I strongly recommend you to do the same. The worst hater and the biggest troll is within ourselves, so just let it go. Peace!

Na maior parte das vezes pensamos que temos o direito a comentar. Não temos. Pelo menos, a verbalizar em voz alta, porque os pensamentos são nossos e é com eles - bons ou maus - que temos de viver. Os outros, ao contrário do que pensamos, dispensam essa informação. Mesmo. Todos temos espelhos em casa, mesmo quando pensamos que não. Excepção feita para alguns excesso de confiança ou falta de noção, no geral, todos sabemos o que temos a menos ou a mais, o que temos de melhor, de pior e de assim-assim. Se não sabemos, deixem-nos estar porque, muitas vezes, a ignorância é uma benção.

Por princípio não gosto de me expor, por muito que pareça o contrário. Mas também sei que a divulgação da mensagem precisa de um rosto e que sou tanto o rosto como a voz deste projecto, ao qual estou muito grata, por me ter feito crescer interiormente como nunca antes aconteceu. Também o devo a todos os que, mesmo sem deixar likes ou comentários, passam por aqui para ler o que vou escrevendo, aos que comentam o que publiquei há semanas (das quais às vezes já não me lembro) ou que enviam mensagens a propósito do Friday Digest, a newsletter do urbanista.

O urbanista não sou eu, embora seja um pouco eu: a lot a bout me, mostly about you (muito sobre mim, essencialmente sobre vocês). Desculpem, soa-me melhor em inglês. Por isso, apareço tantas vezes a ilustrar aquilo que são as opiniões que expresso.

Hoje imitei a fotografia da Dana Falsetti porque também reproduzi as suas ideias sobre o corpo e amor próprio. Na maior parte das vezes estamos todos inseguros em relação à nossa aparência, mesmo quando os outros acham que não. Há, acima de tudo, uma tendência para pensarmos que este é um problema delas, quando, na verdade, é, também, um problema deles. Cada vez mais eles assumem isso mesmo, destruindo aquele estereótipo do menino não chora. Porque chora. As pessoas choram quando têm necessidade e essa, não é uma questão de género. O sexo forte não tem a ver com o género, apenas com a força física que diferencia alguns homens de algumas mulheres. A compleição física masculina foi criada para ser mais forte do que a da mulher e, quanto a isso, nada a fazer. Da mesma forma que nós fomos feitas para armazenar mais gordura para produzir leite e, pasmem-se, alimentar a prole nos momentos em que não havia alimentos. Vivemos uma era da abundância mas não podemos anular por completo a nossa evolução. Mesmo que retiremos os dentes do ciso, que hoje não fazem falta nenhuma, ainda somos resultado de um processo evolutivo que não tem assim tantos milhares de anos.

Por isso, porque o homem tem sido continuamente educado para uma masculinidade perfeita, os traços emotivos, sensíveis ou relativos à beleza tendem a ser anulados, porque elas gostam do macho a cheirar a cavalo. Não gostam. Outro estereótipo. Da mesma forma que, lentamente, alguns homens foram saindo do armário e hoje, para alguns, a ideia de esconderem as suas preferências sexuais não faz qualquer sentido - fará sentido a ideia de catalogarmos a sexualidade? - também os outros homens foram aprendendo a cuidarem-se sem terem disso vergonha, ou sem receio de serem considerados gay. Novamente, o estereótipo, a palavra com conotações depreciativas quando, efectivamente, serve apenas para definir uma opção sexual. Tudo o resto são conversas. Especialmente aquelas nas costas dos outros, os olhares que sabemos bem o que querem dizer ou os comentários que mereciam daquelas respostas... que, por educação, não damos!

Live and let live. By the way, mind your own business...

Rádio, pois claro

Rádio, pois claro

Ohhhh maaaeee...

Ohhhh maaaeee...