olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

Ridícula? Quem? Eu?...

Ridícula? Quem? Eu?...

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Dizem que o melhor do mundo são as crianças. Não concordo. O melhor do mundo é a ingenuidade, frontalidade, espontaneidade e liberdade das crianças. Até podem ser pequenos terroristas, mas são livres. Não apenas de compromissos ou obrigações. São livres de espírito. Livres de pensamento, que flui ao infinito criando mundos impossíveis de existir. Mas que existem, para eles, no limite da sua criatividade. O melhor do mundo é esta capacidade única das crianças em não terem vergonha, estarem despidas de preconceitos, numa simplicidade que se perde enquanto se ganha maturidade.

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As crianças, por definição, ignoram o ridículo, considerando ridículo que se ache alguma coisa divertida... Ridícula. Da mesma forma, são destemidas porque ignoram o perigo. Quando já o conhecem, arriscam, mesmo assim. Não se importam com meias trocadas ou roupas velhas porque se concentram no que é verdadeiramente importante: o outro, independentemente do que este possa aparentar. Chamam nomes uns aos outros, desabafando em voz alta o que depois aprendem a calar. Gritam para se fazerem ouvir numa cacofonia que mais tarde preferem ignorar. Correm, saltam. Suam. E seguem a sua vida com os resquícios desse momento colado ao corpo, sem a pressão das convenções sociais. Esbarrigados num casamento ou cheios de areia num restaurante cinco estrelas. No primeiro caso nada interessa, no segundo interessa comer.  

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Qual é o momento em que nos tornamos tão chatos que tudo importa mais do que realmente importa, que perdemos a vontade do que sempre nos fez sorrir, que deixamos de ser capazes de sorrir só porque sim, ou de fazer alguma que ponha em causa a nossa compostura? Quando foi que passámos a pensar mais no que os outros pensam do que naquilo que, de facto, pensamos? Que aprendemos a refrear os ímpetos por medo do que possam dizer sobre nós? De evitar o que nós a um gozo do caraças porque nos podem apontar o dedo?

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Eu só deixei de andar de baloiço porque normalmente proíbem a entrada a pessoas da minha idade ou inventam limites de peso e altura. Apenas por isso. E tenho pena. Porque se há coisa de que gosto é dos baloiços. Não pensem que vão fazer o mesmo ao corrimão das escadas. 

Nunca é apenas um vestido

Nunca é apenas um vestido

o amor

o amor