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olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo e tendências urbanas.

Livros e mais livros. Para ler e para ouvir...

Livros e mais livros. Para ler e para ouvir...

Conhecem a Lei do Eterno Retorno?

Acredito que tendemos a repetir as nossas vivências, como Nietzsche descreveu, num jogo de sentidos em que as diferentes faces da mesma realidade se alternam. A filosofia de Nietzsche é complexa. A minha ideia é bastante mais simples, porque acredito que repetimos, quase à exaustão, o que já conhecemos, fugindo deliberadamente da mudança, para nos queixarmos permanentemente, reclamando que nada muda. Mesmo quando muda. Sim, é confuso e esquisito mas, na verdade, o eterno retorno é apenas uma metáfora para outro comportamento muito mais simples, porque regressamos sempre onde fomos felizes.

Aprender a dizer “não” é uma arma potente que devemos usar para nos guiarmos em função do que é melhor para nós, o que nem sempre corresponde ao que os outros pensam. Quando conseguimos compreender isso, tudo se torna mais claro e, simultaneamente, a vida (o destino, as coincidências ou o universo a trabalhar a nosso favor… como preferirem...) encarrega-se de nos mostrar o caminho, oferecendo-nos mais do que nos interessa e menos do tal “supostamente ideal para nós”...

Tudo isto para dizer que no último ano e, especialmente nos últimos meses, coisas maravilhosas têm acontecido, têm entrado pessoas fantásticas na minha vida e regressado tantas outras que “a vida”, ou seja, trabalho e manias de incompatibilidades, foram afastando. Tanta conversa  para vos contar que estou muito feliz por ter voltado à rádio, para fazer companhia à Carla Rocha todas as Sextas-feiras, nas manhãs da Renascença, por estrear um novo podcast com a Helena Magalhães, ávida leitora e mulher de opinião, para falarmos exactamente sobre os livros que andamos a ler e, last but not least, por regressar à a uma equipa que sempre me fez feliz e junta a palavra rádio com a palavra rock. Se isto não é uma espécie de eterno retorno, não sei o que será!...

Como explicar o podcast que hoje estreamos as duas? Não se explica. Foi uma daquelas ideias à qual nem dei hipótese de amadurecer. Enviei-lhe uma mensagem. Ela aceitou. E gravámos. Na verdade não foi bem assim porque fiz uma piada parva com os resumos das Publicações Europa-América e ela pensou que eu estava a falar a sério... como assim eu não li Os Maias, Helena?... E poderia ter sido o fim de uma belíssima amizade. Mas não foi e já temos dois episódios de uma coisa nova à qual chamei bookcast, porque não me ocorreu um nome melhor para juntar livros e podcast e, nisto, a língua inglesa bate-nos aos pontos. Preparem-se, portanto, para coisas sobre as quais nunca tinha ouvido falar, como um lobisomem que afinal é bonito, não sem antes dar baile à Helena sobre a mãe do Harry Potter que agora assina Robert Galbraith. E não, não foi sobre a história do Cuco ou a fantasia de Hogwarts. Foi, obviamente, sobre coisas tão simples como a escolha deste pseudónimo, porque é essa a minha missão: o lado pragmático da vida. Enquanto a Helena vos enche de sonhos e histórias de amor, eu vou fazer-vos apaixonar por tudo aquilo que a vida tem para nos dar...

Fiquem por aí que o melhor ainda está para vir...

217 anos a apanhar as meias do chão

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Adultério à parte, somos todos #metoo

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