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Padmasana

Padmasana

Por vezes só precisamos sair do nosso registo habitual, mudar o cenário, respirar outro ar para fazer acontecer... Aconteceram muitas coisas boas nesta curta viagem ao Funchal, a convite da RTP Madeira, para as celebrações dos 50 anos de emissões da Antena 1. Senti-me honrada e intimidada com este convite, por tudo o que representa e significa. Dividi o palco em duas conferências diferentes com nomes Grandes do jornalismo em Portugal, como Adelino Gomes e Sena Santos [ver conferência], e contemporâneos da rádio, como Rui Pêgo ou António Mendes.

Conheci pessoas que valorizam o meu trabalho (#egoboost) e tive oportunidade de conversar com outras, com quem já me havia cruzado. Ainda tive o prazer de contribuir para uma eventual disrupção do jornalismo e da redacção da rádio no Funchal, bem como para tentar influenciar os mais jovens, cativando-os para a rádio ao mesmo tempo que os alertei para esse mundo brilhante e glamoroso mas, muito perigoso, dos sites de redes sociais. 

Na verdade, ainda tive tempo para assistir várias vezes a um maravilhoso nascer do sol, praticar yoga a ver o mar, mergulhar nas águas do Atlântico e surfar com a MadSea. E foi na água que percebi que fui eu quem viajou, levando o urbanista comigo. Porque, a partir de um determinado momento, criação e criador tornam-se inseparáveis e, nessa improbabilidade, fui até ao Seixal com a MadSea para apanhar ondas no Atlântico.

A MadSea, da Mónica Viveiros, é uma empresa dedicada à promoção do bodyboard na Madeira. A Mónica, desportista nata, rendeu-se ao bodyboard e dá as melhores dicas que, até hoje, já ouvi. Não lhe interessa se sabes ou não fazer, porque te aponta os pormenores que fazem a diferença. E mesmo que lhe explicasse que vou para o mar para me divertir, para limpar as vias respiratórias, não hesitou em corrigir, ajudar e fazer-me acreditar que até consigo apanhar ondas... (yeah, right!...)

A proposta é simples e serve tanto locais como visitantes: mar, natureza, descontração e convívio. Porque no final, aquelas duas horas dentro de água - sim, duas horas dentro de água sem frio - são celebradas à mesa como se de um almoço de amigos se tratasse. Afinal, se as pessoas se unem por uma paixão comum - o mar e as ondas - já têm motivos suficientes para se sentarem à mesa a conversar. Hoje a Mónica surpreendeu-me com estas fotos que eu não percebi que estava a tirar (obviamente que teria feito a #bloggerpose dentro de água) e que reflectem bem aquele Domingo de manhã que me ficou para sempre no coração, especialmente porque, na véspera, atingi mais uma pequena vitória: padmasana é para quem não sabe, uma asana aparentemente fácil mas que existe uma flexibilidade muito grande dos músculos das pernas e eu estou no caminho, esse caminho para a vida que é o yoga...

Disse-me a Filipa Veiga há uns tempos "practice and all will come" e a verdade é que sim, tudo chega até nós de uma forma diferente e, praticando, vamos desenvolvendo a nossa prática.

Há sítios lindo no mundo mas não há como descrever este nascer do sol e a possibilidade de espreguiçar, praticar umas respirações, activar o corpo e a mente, tomar o pequeno-almoço para, então, enfrentar o mundo com outra clarividência e sorriso. Tudo antes das 9 da manhã, não vá estarem a pensar que me sobra tempo... Não sobra mas, como dizia hoje um dos próximos convidados do podcast urbanista, precisamos de foco, de gerir o nosso tempo para fazermos mais e melhor e, sobretudo, podermos fazer o que gostamos. Nem mais.

Nesta viagem fiz tudo aquilo que gosto, incluindo rádio. Obrigada.

Adultério à parte, somos todos #metoo

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A key que faltava: fogos.pt

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