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NYCStyle

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Viajar é das melhores coisas que podemos fazer. Quoi de neuf?

Há cidades que pela repetição ajudam a definir quem somos da mesma forma que a nossa presença lhes dá sentido. Nova Iorque tem uma aura especial e é uma das cidades que desperta grande curiosidade a muitas pessoas. Foi e será a cidade para a qual me apetece sempre voltar e não a entendo como a que visitamos para conhecer, como acontece com outros destinos urbanos, muito turísticos. Não sei ser turista. Visito e recorro a todos os lugares comuns quando viajo mas sinto-me turista em poucos lugares. Gosto de me instalar e viver o local, conhecer-lhe o ritmo e os pormenores.

Nunca se chega verdadeiramente a conhecer Nova Iorque, pela dimensão (enorme), pela mudança constante (camaleónica), pela dinâmica (imparável), pelas pessoas (sempre diferentes). Nova Iorque não é minha nem de ninguém. Tem uma vibe muito própria, consegue engolir-nos antes de a percebermos e sugar-nos o tutano. Consegue aquele efeito de mesmerize us a todo o instante e ser acolhedora porque, o cúmulo do luxo, comum às cidades pequenas também pode acontecer aqui: andar a pé nesta cidade tão stressante é simplesmente genial. Mas atenção: há zonas impossíveis de se circular porque entre locais mal humorados e turistas distraídos sobra muito pouca paciência para gente que não se mexe ou não sabe para onde vai.

Em Nova Iorque não largo a mão à minha filha e nunca perco o meu marido de vista. A imensidão das ruas cheias de gente faz-se sentir esta necessidade de protecção e, simultaneamente, proteger. Enfio-lhe um papel com o meu nome, contacto e endereço do hotel onde estamos instalados e ensino-a a procurar um polícia caso se perca. Entre nós o acerto é simples: se nos perdermos telefonamos. Se não houver rede ou bateria vamos para o hotel e esperamos um pelo outro. Fora dos pontos turísticos Nova Iorque é uma cidade como qualquer outra e é essa a NYC que eu gosto. O Bryant Park é mais pequeno do que o famoso Central Park, embora igualmente agradável, e tem muitas vezes eventos com entrada gratuita. Há milhares de galerias de arte espalhadas pela cidade que apetece sempre espreitar caso não possamos ir ao MoMa ou repetir o Guggenheim. Não é preciso ter muito dinheiro em NY porque as delis espalhadas pela cidade permitem ir comendo de forma relativamente saudável, escapando aos icónicos hot dogs. Convém circular com hot coffee (ou tea) nas mãos para as manter as quentes (com os dedos sempre prontos a disparar mais uma fotografia).

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Nesta cidade eu seria fotógrafa para mostrar ao mundo o tanto que acontece. Basta parar e olhar. Não falo do famoso skyline com o Empire State, o Chrisler Building, o Top of The Rock e as Torres Gémeas renascidas, sequer de outras imagens que todos conhecemos e nos remetem para esta cidade. Falo das esquinas com todo o tipo de pessoas a circular, das montras, dos cafés, da atitude e estilo de quem make it, make it anywhere. Preciso da praia para repor as energias e pensar. De Londres ou Nova Iorque para a acreditar que, quando queremos e trabalhamos, a coisa acontece.

Fazer um guia de Nova Iorque é perfeitamente disparatado. São muitas cidades na mesma cidade que permitem que qualquer pessoa encontre algo que lhe agrade. Brooklyn deixou de ser a Almada lá do sítio e é, há já algum tempo, uma zona da cidade tão ou mais trendy que Manhattan. Wall Street é sempre uma grande seca, como a city inglesa, é demasiado séria para me agradar. Midtown é isso mesmo e está naquele enclave que não lhe permite ser mais do que isso. Times Square é uma confusão turística, o must see para se dizer que esteve lá. Fica bem numa selfie publicada no instagram. Done. Greenwich Village continua em altas como zona criativa, onde encontramos a NYCU, a Universidade. Noho, mais caro e high end dizem ser o novo Soho, esse bairro tão especial, um delírio gastronómico num conjunto de ruas com prédios tão, mas tão icónicos que apetece fotografar cada um. Mas, depois, são demasiado iguais e já ninguém faz like, não é?... Um bocadinho como Nothing Hill... Há que escolher bem a foto que ilustra o nosso Soho. A minha é esta, porque se há sítio onde gostaria de estar seria no (the) Bar Method.

Latest news é Nolita, um Soho em bom (mais acessível) ou a emancipação de uma certa área de Little Italy que nos remete imediatamente para séries de televisão que todos conhecemos. É encantador e charmoso, com edifícios recuperados, todo o tipo de lojas e, como não poderia deixar de ser, restaurantes simplesmente surpreendentes. Para ver as estrelas descemos até Tribeca para descobrir armazéns transformados em condomínios de luxo numa cidade que, apesar de muito igual, é diferente em cada rua.

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