olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

urbanista 2017: trabalho

urbanista 2017: trabalho

work less, love more

© LUZ s.l.r.

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Estava o ano a terminar quando li que, no Japão, uma miúda de 24 anos suicidou-se por excesso de trabalho. Das 24 horas que tem cada dia, havia dias em que trabalhava cerca de 20 horas. Queixava-se mas fizeram orelhas moucas. Já anteriormente também um jovem de 24 anos morreu por razões semelhantes. No Twitter, Matsuri foi dando conta do stress e da pressão de que sentia. Karoshi (morte por excesso de trabalho). O facto fez com que o CEO da agência de publicidade na qual trabalhava se demitisse. Vale a pena?

Porque é que as coisas têm de ser tão difíceis? - Perguntou Matsuri, a jovem que morreu.

Karoshi? Not for me.

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Em final de 2016 fiz a apologia das cinco horas/dia, mesmo sabendo ser quase impossível respeitar tão reduzido horário de trabalho. Ainda assim, com um smartphone e as aplicações certas há muito que pode ser feito sem estarmos presos a uma secretária. Consta que a palavra de ordem é flexibilidade e este novo paradigma significa que podemos trabalhar a horas e em locais diferentes daquilo que sempre conhecemos. Resta a capacidade que cada um possa ter para se concentrar durante breves momentos, entre contextos, tarefas e actividades. Como tantos textos do urbanista, que são escritos nos mais diversos locais, usando uma aplicação para publicação, outra para tratar as imagens e ainda as aplicações para os conteúdos no Instagram ou Facebook. A gravação de conversas que se transformam num podcast, a edição desse podcast ou a sua publicação online. Tudo isto enquanto o mundo acontece ao meu lado e sem estar fechada numa sala. Mas também corrijo trabalhos dos meus alunos, contabilizo participações e notas, preparo aulas. Tudo neste pequeno aparelho que hoje faz com que as tais 5 horas sejam apenas isso mesmo ou, ao contrário, se estendam dia fora sem disso nos apercebermos...

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Hoje, depois de perceber que no Japão aumentaram os suicídios por excesso de trabalho reitero o plano das cinco horas transformando o dia e o trabalho em algo que se quer produtivo, divertido e gratificante.

O tempo individual, em família e para as coisas prosaicas do dia-a-dia tem de existir.

Admitem-se excepções porque um dia não são dias.

Admitem-se alterações porque a vida é feita disso mesmo.

Admitem-se muitas coisas desde que, no fim do dia, a conta reverta a nosso favor.

Pela satisfação, gratificação, sentimento de conquista ou o simples sorriso de um filho que nos acha a super-mulher.

Que esta seja também uma resolução de ano novo... 

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