olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

Há muito que deixei de acreditar...

Há muito que deixei de acreditar...

... o que não quer dizer que deixemos de o fazer!. Spoiler allert: não enviem currículos...

Se é certo que há muito que enviar Cv's deixou de ser a forma certa para encontrar um emprego, também é verdade que tal não significa que deixemos de o utilizar, ou que estejamos autorizados a ter um mau Cv (podem ler aqui sobre o Cv). Na verdade, a ideia de Carolyn Magnani relembra o método mais antigo que existe para procurar emprego: a recomendação. Por essa razão, o tempo passado a mais no Facebook pode ser canalizado para o Linkedin, mantendo o perfil actualizado, interagindo e publicando, mostrando as nossas características e competências profissionais. O outro, que passamos a responder a anúncios enviando o Cv pode ser aproveitado em sites de redes sociais, como o Linkedin, procurando contactar as pessoas que trabalham nas empresas do nosso interesse, com um perfil semelhante ao nosso. Como também refere Carolyn, não esperem que o CEO vos responda, mas é provável que um dos membros da equipa o faça. 

Photo: @benchaccounting 

Photo: @benchaccounting 

A maioria das pessoas dedica 80% do seu tempo a procurar ofertas de trabalho e a enviar o seu currículo e os restantes 20% a fazer contactos”, disse ao El País. “O que funciona é exatamente o contrário.
— Carolyn Magnani, consultora de carreiras profissionais (Université de Lausanne) à VISÃO

Por esta razão, mas principalmente porque os tempos mudaram, as empresas e o recrutamento também e, acima de tudo, porque a forma como nos apresentamos ao mundo continua a influenciar a percepção que os outros têm de nós, devemos pensar a nossa presença na rede da mesma forma como se pensa uma marca. Dar a conhecer quem somos - sem considerar as fotos das férias ou da última festa em que estivemos - a nossa presença nos sites de redes sociais deve demonstrar os nossos valores e qualidades, mostrando aos outros quem somos, o que fazemos, o que nos diferencia e o que podem esperar de nós.

Os empregadores cada vez mais recorrem ao Facebook e ao Linkedin para contratar e, antes de o fazerem, observam. Por isso não nos esqueçamos de que, uma vez na rede, para sempre na rede...

Por outro lado, não basta estar. É preciso saber estar. Definir os nossos objectivos em função da nossas características e do que pretendemos para a nossa abordagem, que pode ser simplesmente pessoal, ou mais elaborada por se tratar de um perfil profissional. Sendo pessoal, pois que o seja, usando as definições de privacidade exactamente para o que servem: garantir (alguma) privacidade. Em qualquer caso, tem de existir coerência entre a nossa idade, individualidade e objectivos. No Linkedin, o perfil funciona como um cartão de visita e um sumário do nosso Cv ao qual qualquer empregador pode aceder ou qualquer contacto pode partilhar... Ter atenção ao pormenor pode fazer a diferença entre ser escolhido ou ficar na lista dos prováveis (que acabam sempre por ficar pelo caminho). A fotografia é importante, o URL personalizado, os contactos actualizados, sendo também selectivo na rede de contactos e preencher todos os campos (ou os campos possíveis, porque não adianta mentir). Da mesma forma que muitos de nós procuram brilhar no Instagram ou no Facebook, também é verdade que nos esquecemos, a maior parte do tempo, da importância que o Linkedin pode ter na nossa vida profissional...

Always "and counting"

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5 regras sobre o poder...

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