olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

Tinder & outros swipes...

Era uma vez uma história de amor. Depois, o amor morreu e nada voltou a ser como era antes.

Agora, tudo se compra, se arranja, prepara e planifica. Um encontro. Dois. O mundo por descobrir na palma da mão. E se não chegar - ou resultar - outros aparecerão para nos comporem, alinharem e entregarem um novo amor.

Hoje vi uma mulher que falava sozinha. Caminhava na rua e os seus lábios mexiam, expressavam palavras que mal se ouviam com o ruído da cidade. Será que é estranha, uma pessoa que fala sozinha? Não tanto ou mais do que os que escrevem no telefone enquanto caminham. Ou os que publicam ferozmente nas redes para ninguém ler. Ou os que swipam (do verbo to swipe - acção de mudar um perfil no Tinder) para a direita e esquerda sem nunca encontrarem nada.

Talvez seja alguém profundamente só. Talvez seja uma de nós. Uma daquelas pessoas dedicadas a si ou, mesmo, alguém que partilha uma união altamente funcional, que não funciona. E, por isso, é mais uma das que se deitam e acordam sozinhas, mesmo tendo alguém ao seu lado. Alguém que assume a rotina sem assumir o coração, que ocupa espaço físico sem ocupar espaço emocional. Alguém que está ao seu lado, literal e fisicamente, sem a tocar. A proximidade não é física. Embora também possa ser, criando um mundo único, momentâneo. A união significa partilha, respeito e emoções vividas a dois que permitem que a relação, essa relação, esteja naturalmente protegida. Tudo o resto, é a fingir.

Há muito que deixámos, todos, de acreditar no amor. Mas, depois, todos queremos amar e ser amados. Paradoxo?

Na verdade, queremos todos acreditar nas pessoas e nos seus sentimentos. Que pode ser para sempre, mesmo quando sabemos que o sempre poderá nunca ser. É o amor que nos coloca à prova. Até aí, não vivemos. É através do amor que aprendemos a viver, que nos confrontamos com quem somos, com quem queremos ser. Com aquilo em que nos podemos transformar.

Por isso, o amor é feito de palavras, embora sejam as acções que lhes dão sentido. Sem a acção o amor não se concretiza e pode eternizar-se nesse limbo do nada, entre o ser e o não ser.

No amor, não há como não ser. O que não é, não é amor. É quase-amor. Ou não é amor. É outra coisa qualquer. Talvez seja um swipe

O amor também resulta de um processo químico mas dificilmente pode ser criado em laboratório. Poderá? Em Londres, a Date Lab acha que sim... Eu acho que talvez.

 

I'm here. You're there.

I imagine you looking at your email just like I do. And scrolling your sms inbox looking for me. I'm not there and you know that. Like you're not in my inbox.

Don't. Send. That. Text.

Women and texting? That can be an issue. We all have the same problem because we don'tknow when to stop...

And they hate it. We send a text after another to say exactly what could be said in one text only.  Our dependency from whatsapp, messenger and every instant messaging apps puts them in control and it drives us nuts. Let me explain....

Stop texting. But also stop trying so hard. Stop chasing something you don't know what it is. Let it be. Let them text you. Let love find you. If they don't?! Their loss. If love doesn't happen? Just be.

I know.. I know... This is a sexist, old fashioned speech. Today we praise our independence.

Right. But when it comes to dating, love affairs and guys, we're still in the golden age of Prince Charming and Cinderella.

Maybe not. At least not that much. After all, it comes down to "who's taking the next step?..." Or "who's texting who"? Just like Cinderella.

In today's society we are entitled to text a guy inviting him to whatever we feel like. They like it. We like it too. Does it work? Not necessarily.

Then he takes more than 5 minutes to answer you... You start acting crazy, constantly checking your phone, unlocking it to check the inbox, checking ringer and alerts to confirm they are on,  double checking if the guy, that guy you are into, hasn't answered. Yet.

Besides anxiety you get nervous. That will lead to stupid reactions when he finally gets back to you. It might be just answering him back a few seconds after your phone beeps. DON'T DO THAT. YOU DON'T NEED THAT. Most of all he doesn't need to know you are close to despair.

Above all: never, ever, send the last text. Stop replying with more kisses and hugs and 'missing you' clichés. Let him look more than once to his inbox waiting for a "me too" or something that slightly resembles the text he sent, expressing his feelings.

Love is hard to find, even harder with today's digital gadgets. Like this idea from the Dating Lab, proposing an old school dating system contrary to Tinder, in which people actually meet. Following the traditional boy meets girl, they fall in love and stay together, the Dating Lab wants to bring back old habits. I would say: leave your smartphone, meet real people and forget about texting (a lot). Swipe it baby...

O método da Mafalda

Erros que os pais cometem. E as mães corrigem. Moms never wrong (.).