olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

Azores, a love story

Azores, a love story

Fui uma vez e apaixonei-me. Voltei e passei a amar. Os Açores tiveram essa sublime capacidade de me fazer gostar de algo que pouco ou nada tem a ver comigo, as minhas características e personalidade, o meu estilo de vida: a tranquilidade.

Fui, pela primeira vez aos Açores em Dezembro e andei entre ilhas. Escrevi uma longa carta (LER) apaixonada às ilhas que conheci e não esperava voltar tão cedo. mas voltei. Por pouco tempo e limitada ao azul do mar, mas voltei. Voltei às lapas e às cracas, às amêijoas e ao pão com alho que pinga a gordura da manteiga, ao bolo levedo com o queijo regional, aos chás Gorreana (a mais antiga plantação de chá na Europa), dos quais o preto Pekoe é o meu preferido. 

Voltei também a ver um céu azul livre de poluição e um verde único, umas cores ao pôr do sol que dispensam qualquer filtro e o azul do Atlântico que se estende até onde a vista alcança. 

Sentei-me à beira mar e não pude deixar de pensar no que faria se vivesse num sítio assim. A ideia de viver em relação com o mar é inevitável, como foi também inevitável o pensamento seguinte, sobre as opções e a variedade que temos no continente. Na verdade, sentada a olhar o horizonte debati-me a pensar no continente que é o meu quando os meus olhos fitavam aquele outro continente que não é nosso e que, talvez por isto, atraia tanto os Açorianos. Na verdade, olhamos mais vezes o pôr do sol e este acontece de costas voltadas para a Europa.

Com viagens de avião por vezes mais caras para residentes do que turistas, com limites impostos pela geografia. O que faria? Escreveria? Talvez. A internet é uma porta que se abre para o mundo e que nos permite chegar onde fisicamente não vamos. Como seria, viver todos os dias, num local rodeado de mar, distante de tudo e, na verdade, tão perto mas sem, na verdade, estar realmente perto ou se limitar à ideia que dele fazemos.

A globalização uniu-nos e uniformizou-nos. Contudo, embora tenhamos as mesmas coisas, maneirismos, as mesmas roupas ou tiques de linguagem, na verdade, São Miguel não se deixou globalizar totalmente, mantendo o centro da cidade (quase) igual a si próprio, com uma traça antiga e cuidada que consegue esconder os (poucos) mamarrachos que a modernidade fez aparecer.

Refugiei-me naquele que elegi como o meu local preferido em São Miguel. Chama-se Louvre Michaelense e é um daqueles locais antigos com a contemporaneidade de que gostamos. A selecção de chás é irrepreensível, as opções não são infinitas mas são mais do que as que esperamos e vão além do que precisamos. Os bolos derretem-se na boca e o ambiente é perfeito para estar ou, mesmo, trabalhar. O resto? O resto já sabem. Escrevi este artigo e deliciei-me a ver o tempo passar.

 

Mindfulness: It's the word of the day and the trend of the year, but I believe there's more to it than just a state of mind. Defined as a mental state achieved by focusing one's awareness on the present moment, while calmly acknowledging and accepting one's feelings, thoughts and bodily sensations, I believe that there's much more to it than what's been preached about it. I also believe that it might be much easier to achieve than we actually think.

I don't know how to reach a mindful state of mind and honestly I've never tried it. Although I feel that I've reached it effortlessly at Azores. I was focused on the present moment, considering my feelings, thoughts and bodily sensations, experiencing a quietude that I have encountered before, once, a few months ago, at Azores. It brings me peace of mind, a different notion of time and a tranquility that no other place in the world has ever brought me, with no effort at all. I wasn't planning to work on a mindfulness mental state. I wasn't keen to find some peace of mind. I wasn't looking for some quiet. And it all happened. Likewise in Basel a few weeks ago, but in a much higher and deeper extent.

I took a walk and I couldn't help but wonder what it would be to live in a place like this. I was sitting at the dock and I felt completely surrounded by the Atlantic Ocean, which is rather different  from gazing at the sea or at the beach trying to reach the horizon. I felt very close, yet, far away from everything we take for granted. When on an island, the world gets a different dimension and our sense of being, our options and challenges get challenged as well. That brought me peace, along with the silence and few traffic on the streets. You don't have to go far to get immersed in the nature and the green sights mixed with the blue tones of the sea to allow you to escape reality. Azores really takes you, while lying back on the grass, to wherever you want to go.

Transverso o quê? Ignite your transverse...what?

Tenho impressão que esta é a minha Impressão ♡

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