olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

Do amor e do elitismo cultural. About love and wicked presumptions

Photo by @joaopedromeira 

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Não leio Gustavo Santos, não conheço Gustavo Santos e provavelmente não conheceria não fossem as paródias que o atingem na internet. Algumas já chegaram à rádio.

Parece-vos elitista?

Talvez seja. Não conheço e, por isso, não me pronuncio. Não posso opinar. Para o bem e para o mal. Não me interessam os temas, talvez por isso nunca nos tenhamos cruzado, mesmo que seja num escaparate com livros. Suficientemente elitista?

Não.

Elitismo cultural supõe não conhecermos, não gostarmos ou darmo-nos aos trabalho de ficar a conhecer - normalmente mal - para podermos criticar. Apesar de tudo, grassa um certo elitismo cultural que mesmo não conhecendo crítica. São os piores.

Não conhecer e afirmar que o tema não lhe interessa não é elitismo. Pode ser considerado desprezo e, por isso, conotado com uma atitude de superioridade intelectual em relação ao tema ou à pessoa. Na maior parte das vezes, é apenas ignorância deliberada.

Não conheço e não critico porque respeito modos de vida, actividades e profissões. Havendo mercado e público para o que se produz, não me cabe criticar. Mas crítico a ausência de capacidade crítica da maior parte das pessoas que se limita a si mesma por não se autorizar pensar e por, pensando, preferir ignorar as suas conclusões. Aplica-se ao Gustavo, certamente, como se aplica a quase tudo. Aplica-se ao facto de sabermos que o exercício nos poderá fazer escapar a muitas doenças. O estarmos certos de que estamos a alimentarmo-nos mal e não querermos saber. A consciência de que nos arrastamos para fora da cama porque o emprego é para lá de mau. Ter consciência e ignorar faz de nós o que? Leitores do Gustavo Santos? Não creio. Mas acredito que em muitos casos, podemos ser muito mais do que realmente somos.

A isto não se chama elitismo nenhum. Chama-se preconceito. Puro. Somos preconceituosos com o Gustavo que publica e vende, que fala e é escutado; como também somos com o José que escreve o que não encontra publicado; com o Chagas e o seu amor lamechas, a Cristina porque veio da Malveira e não nega as suas raízes, ou a Júlia, por tantos considerada histriónica, bem como a Simone e o “seu” Calcitrim. Incomoda-vos realmente? Serão realmente assim tão repugnantes, tão diferentes ou tem apenas inveja destes terem encontrado um filão e vocês não? A mim não me interessa - e nunca interessou - o berço. Sentei-me ao lado de quem vivia em bairros degradados (aqueles a que chamam bairros de lata), como me sentei ao lado dos nomes mais compridos cá do burgo. Interessam-me mais os valores, atitudes e comportamentos das pessoas do que o que fazem na vida ou o que possuem. Por isso, nada contra quem não gosta, porque admito também não apreciar boa parte do trabalho dos citados, mas moderemos a critica viperina porque, simplesmente, é desnecessária.

Porque, simplesmente, há dias e momentos para tudo. Adele incluída. 

Nunca foram, não são e não serão as grandes obras de arte as que mais vendem, pois não? Porque haveríamos de esperar algo diferente neste caso? Somos vários milhões no Mundo e, mesmo que o mercado não comporte espaço para todos, não é por deitarmos abaixo que o sucesso dos outros desaparece. Talvez apenas deixe de nos incomodar. Um poucochinho.

I don't read and I don't care. I don't listen and I don't care. I don't eat and I don't care. Others’ likings, options and lifestyle. Simply put, it's none of my business.  And if I don't ask you to consider my likings why should you ask me about it? 

This is my view. My opinion about almost everything. Critics often draw useless considerations about intellectual property of pop culture, in relation to the high and low culture. In some cases they might be right about the relevance of what is published in literature and music. In other cases it's just the usual mambo-jambo about content and audiences. Alternative cultural productions are often more meaningful, intense and long-lasting than mainstream culture. Just like prêt-à-porter and signature designers. Or like fast food and gourmet. Like chewing gum and... You may fill the gap. I'm quite eclectic since I live on both sides of the fence and I believe that there's room for all and for everything. I also believe that we should respect each other's likes and dislikes as well as their interest or capacity to dive into more eloquent creations. Having said so, independently from your erudition or intellect you are allowed to skip the fence know and then, event to enjoy the stratospheric blockbuster that Adele became. Like it or not, she's currently one of greatest interpreters of romantic lyrics and no matter what, she sings and talks with a rare emotional honesty that makes all the difference between high and supposed-to-be low culture...

Tenho impressão que esta é a minha Impressão ♡

Tenho impressão que esta é a minha Impressão ♡

Basileia deixa saudades. Missing Basel ♡