olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

LLH: life, love & happiness

Ser feliz? Não depende apenas de nós, mas depende muito de nós...

Ser feliz? Não depende apenas de nós, mas depende muito de nós...

Há um momento na vida em que tudo parece que deixa de fazer sentido e passamos a questionar. Questionamo-nos, questionamos a vida em si, os que nos rodeiam, a sociedade em que vivemos, o que fazemos e como fazemos.

Há pessoas a quem tal nunca acontece. Não sei se por serem felizes ou não terem a exacta noção do simulacro. Talvez o seu contexto seja orgânico e demasiado real para objecto de reflexão. Ou por incapacidade de se ausentarem de si e do contexto para esse exercício. Feliz ignorância aquela que nos permite viver sem colocar questões, sem objectivar as emoções ou emocionar os objectivos. Nunca fui assim. Sempre questionei demais, até ao momento em que as respostas se tornaram tão claras que era impossível ignorar o óbvio. Como aqueles executivos de topo que um dia decidiram abandonar tudo em prol de uma causa maior e se refugiam num domínio intelectualmente inacessível ou espiritualmente inatingível. Estranhos?

Já aqui falei da felicidade e dessa urgência - ou imposição - em sermos felizes, quando à nossa volta tudo nos parece o contrário desse conceito. Preciso (precisamos?) pouco para ser feliz. Contudo, há pedras nos sapatos que nos causam calos nos pés ao caminhar. São essas as pedras que devemos afastar para tornar o caminho mais simples. Qualquer caminho tem pedras e, com essas, aprendemos a lidar. Piores são aquelas pedras muito pequenas que se escondem nas curvas do calçado. Conhecem a gravilha? Já vos aconteceu estarem a caminhar e as pequenas pedrinhas saltarem para o sapato? Abanam o pé, afastam a pedrinha da gravilha e continuam a andar para, alguns passos depois, a pedrinha voltar a ficar exactamente naquela zona do pé que vos impede de caminhar tranquilamente? Essas são as verdadeiras pedras. Aquele emprego que nos paga as contas, para o qual nos arrastamos indefinidamente prometendo em surdina que aquela será a última vez? Aquela pessoa de quem não gostamos particularmente e que insiste em nos deitar abaixo pela sua mediocridade ou porque simplesmente esse bullying aparentemente inconsequente lhe dá um especial prazer? Aquela situação que procuramos evitar, que nos persegue como se dela não conseguíssemos escapar?

Isso. É disso que temos de fugir. Não chega o amor, o carinho da família ou o que o dinheiro possa comprar. Porque não há dinheiro que pague o momento em que nos sentamos na beira da estrada, abrimos os atacadores, tiramos o sapato para o sacudir e sentimos aquela coisa minúscula cair em direcção ao chão. Vocês sabem que é assim porque qualquer um de nós já caminhou com gravilha dentro do sapato. A questão é simples: quanto tempo aguentamos essa pedrinha a roçar? A rebolar entre os dedos do pé para se fixar algures, lá dentro, até nos habituarmos ao desconforto? Essa é a questão: desconforto, não.

Signs are everywhere. Open your eyes and look around...

Signs are everywhere. Open your eyes and look around...

How does happiness seem like? Doest it have a sleek and professional look? Feel like something different?

Most of the time you don't know how happiness looks like simply because you don't worry about it. Most probably, That's when you're happy. Even if you don't know that. Love and life happen to collide specially when, and if you do, for a living, what you love. That's what gurus say, passing around the word on social media. But has in matchmaking matrimony you might consider learning to enjoy your job, even if it only serves to pay your bills. Or not. It depends a great deal on the level of pain in the ass you can tolerate, on how much freaking your coworkers can be or an asshole your boss it is. Assuming most of them are freaking out assholes you might consider tolerance or just cutting them. Which is hard - very hard - as you spend roughly eight hours a day around those people. Some decide to do more of what genuinely makes them happy in their free time, while others keep moaning about their miserable life. Some don't even have spare time. or time to grump. In both cases, that's pitiful. That's the case here. And it's incorrect. Work life balance is essential for every human being and we can't afford to skip it. Or to keep up with crappy business affecting us and our personal lifetime.

It rained a lot, yesterday. The sidewalk was slippery and I drop. Nothing broken, nothing hurt, besides my feelings. We can go down and stand tall in the next second. Not hard even if irritating. Why can't we do the same with those small life details that we call work, and that affect us more than we would wish?

Suddenly, the signs are allover. They were forever there, but most of the times you don't really pay attention. I don't pay attention and when I do, I often do my best to disregard them. Until one day, when you cross the street towards an outdoor popping out for happiness. Getting at the mall and trying to skip all sorts of motivational messages. Hard, though not inconceivable. Because impossible is nothing, right? Then you stop, you look and listen, even if no one speaks: one poster in particular design and decoration store: happiness is not a destination, it is a way of life.

So why don't we live life, you ask yourself while running out the door. 

Motivational messages don't pay bills, normally people say. They really don't. It's up to us to get our inner happiness or a happy lifestyle and get paid in between what we do and what we love. Impossible is nothing. On the same day, a friend fell off the step. The floor wasn't wet, there was nothing to find fault. But unlike me, she's hurt and resting, while her life is abiding by. On the other hand, a good friend with cancer just discover that he'll get over it. This is real happiness. For all of us, really. But at the same time a close friend just found out about his own cancer. Some people slip, others fall, some get their lives disrupted. It's when something like this happens that you pack a few minutes: inhale, exhale. The deepest possible breath to think about what you have really been loosing. And you understand that you can't afford to miss life.

 

Why ballet?...

Why ballet?...

Coulda, shoulda, woulda