olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

57 channels and nothin' on...

Tenho muito mais do que 57 canais - não temos todos? - na TV. Na maior parte do tempo não dá nada. Do que queremos, quando nos apetece. Lembrei-me desta música do Springsteen não por ser a minha preferida - que não é - mas porque subscrevi, outra vez, o Netflix que se assume como um vicio útil indispensável. Péssimo português numa frase que junta três adjectivos como se um deles fosse o verbo e o outro o sujeito.

Experimentei o Netflix quando apareceu em Portugal. Antes do mês à experiência terminar decidi anular o serviço. Era, de facto, muito confortável mas faltava-lhe conteúdo. Ou talvez não o tenha explorado devidamente. Não sei... Depois comecei a ver partilhas nos sites de redes sociais sobre séries que estão - só estão - no Netflix e pensei duas vezes. Protelei... Uma das vantagens de que mais me recordava eram os perfis diferenciados e independentes que me permitiam a ausência de misturas que acontecem no YouTube... Ora me surgem anúncios de detergentes e produtos de beleza ora coisas que são obviamente off target porque se dirigem à minha filha. Quem, na verdade usa e abusa do YouTube para filmes de animação e música usando, naturalmente, a minha conta, porque isto de emancipação digital ainda está longe de acontecer... Nisso, o Netflix ganha aos pontos a qualquer serviço on-line ou de televisão porque, embora com login comum, cada membro da família pode ter o seu perfil. Nem eu sou inundada com desenhos animados nem ela vê as minhas séries. Isto, juntamente com a possibilidade de ver em qualquer ecrã e poder saltar entre ecrãs sem ter de explicar ao Netflix que fiquei a meio do episódio... Deixou-me saudades. Como fiquei sem saber como se desenrolou a segunda temporada de Grace & Frankie, uma comédia de costumes que trata a homossexualidade masculina nos entas de uma forma tão subtilmente delicada que não consegui ver menos do que dois episódios seguidos. Ou três... Se não pararmos, o Netflix também não o faz, apresentando episódio após episódio até esgotarmos a temporada. Sim, dá para fazer a maratona, se assim o desejarmos. Até fartar. No smartphone, no tablet, na TV ou no computador. Depende do número de ecrãs que definirmos. Escolhi ter tablet e smartphone, e lembro-me de ter deixado tombar o telefone no colo algumas vezes. Ao fim de um certo tempo de inactividade a coisa pára. Não me perguntem como, mas quando voltei, o episódio estava mais ou menos onde me lembro de ter ficado e garanto que não carreguei no botão "stop"!

Estou de volta, depois de uma nova oferta do próprio Netflix que nos trata como nenhum serviço de televisão alguma vez conseguiu. Não são 57 canais mas é muito melhor do que isso...

It's not true I had nothing on. I had Netflix on... 

It's not true I had nothing on. I had Netflix on... 

57 channels and nothing is on. It happens all the time specially when you really experience that awkward feeling of transforming yourself into a couch potato. I'm not a TV kind of girl but sometimes I really like to sit in front of the TV and escape from reality. Currently I turn my smartphone on for one more Netflix moment. I remembered Bruce Springsteen's song not because it is one my my favorites - which is not - but because I’ve subscribed- again - Netflix, my most humble, useful, indispensable addiction.

Yes. I used three different adjectives on purpose, just like if I would replace the subject and the verb with another - one more? - adjective. All because I tried Netflix as soon as it became available in Portugal and it was somehow disappointing. Blame it on my high expectations regarding series and the fact that I was addicted to Scandal, which wasn't (isn't) available on Netflix. It was so much fun to have it on my smartphone and to be able to turn TV on whenever I felt like it. Plus with an amazing image quality and stable video streaming. It really was. But I thought it was far too expensive for content that I didn't really know nor I was interested in knowing, much less to spend time watching. Then social media came along, showing me what others were watching on Netflix and I got jealous. The real Netflix plus was the fact that I could have different profiles for each family member - which left me out of all the cartoon mambo jambo that YouTube infests me every time my daughter is online. Digital emancipation is far from happening around here and Netflix allows a much better curation and control over what my 7-year-old is able to watch. Along with the multiple screens feature, it makes Netflix almost perfect. And let's not forget that the system is intelligent enough to recognize when you stop and in which exact frame, so that you can continue exactly from where you were the next time you log in. I was missing this like hell! And the fact that Grace & Frankie have a new season... There. I confess!

Grace & Frankie is a sitcom approaching male homosexuality in older people in such a subtle way that I had at least two episodes in a row. Or three, to be accurate. And I did stop because if we don't, Netflix doesn’t either, allowing us to watch episode after episode until the season is depleted. Yes, we can have a series marathon as we please. On our smartphone, tablet, laptop or for old school people, on TV. I'm back. With my tablet and a special offer that no telecom nor TV subscription can overwrite. It's no longer about 57 channels, it's much better than that....

Verdade. Truth.

Verdade. Truth.

Why ballet?...

Why ballet?...