olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida urbana.

Who run the world?...

Who run the world?...

... We do. Even if we don't. 

Eles mandam. Nós dizemos que sim e fazemos à nossa maneira. Quando deixam. Como deixam. Quando não deixam? Fazemos à mesma. Ou tentamos. Porque queiramos ou não, o mundo não seria o mesmo sem nós. Mulheres. As mulheres. Todas. Independentemente da sua consciência de género e dos seus direitos. Porque ainda há mulheres que aceitam ser menos do que aquilo que são, têm de existir outras que lhes despertem essa consciência. Porque existem, ainda, mulheres que aceitam todas as formas de violência, outras levantam a voz em sua defesa. Porque muitas também acatam uma condição que não é a sua, outras se erguem para fazer valer os seus direitos.

O facto de ser necessário um Dia Internacional da Mulher é apenas a ponta do icebergue de uma sociedade que se diz moderna mas que continua a achar que o lugar da mulher é em casa, junto ao fogão a tratar dos filhos. A mulher pode viver apenas essa sua dimensão, se assim o desejar, sem ser menorizada por isso. Ou sem a considerarem uma privilegiada que não tem de trabalhar, vivendo às custas do marido. O tempo do progenitor paternalista que sustenta a família acabou e, com ele, terminou também uma época em que o homem tinha o seu papel estabelecido, perfeitamente definido para si e a sociedade. 

Quando nos pediram ajuda, demos. Quando nos obrigaram a assumir diferentes funções e papéis sociais não recusámos e estivemos à altura. Não esperavam que, depois, nos resignássemos à condição que vos era mais confortável, pois não?  

Afinal, se as mulheres foram capazes de garantir o armamento durante a II Grande Guerra, mantendo a família e a sociedade (possível) num período tão negro e conturbado, não esperem menos, desse dia em diante.

Continuamos a falar muito e a fazer pouco. Debates, blogs, programas na televisão e artigos de opinião. Música, filmes ou séries de televisão. O tema espalha-se sem resultados concretos porque muitas mulheres continuam a ser vítimas de maus tratos e violência doméstica; a ganhar menos, mesmo tendo maiores qualificações profissionais e académicas; a viver diferentes glass ceilings em vários contextos da sua vida.

A gálderia e a mulher-homem ainda estão inculcadas em todos nós,  mesmo que o queiramos (muito) negar. Serão precisas várias gerações para as barreiras sociais e psicológicas serem totalmente eliminadas. Especialmente porque somos, ainda, as nossas piores inimigas, minando atitudes, palavras e comportamentos antes, sequer, destes tomarem forma ou acontecerem...

dos dias em que ser mulher não chega

dos dias em que ser mulher não chega

Louca na mesa. Lady na cama.