olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

Écletisme bourjouis

Écletisme bourjouis

Parece que me mudei e não é verdade. Já estou aqui, em Lisboa e recordo Paris. 

Paris dos amantes. Dos clichés e das baguetes. Entranha-se e não se estranha. Du parfum e du écletisme bourjois. Não há melhor forma para a descrever.

É  também um lugar de liberdade boémia. Da liberdade em si mesma, independentemente de estarmos em Montmartre ou Montparnasse. É uma cidade transgressiva, estimulante, altamente hedonista onde se circula por prazer e se discute filosofia com a mesma energia que se misturam culturas e correntes artísticas. Paris não tem uma só identidade. Tem várias identidades que cruzam sem perturbação em locais icónicos da cidade. Gosto de me sentar no piso 2 da Torre Eiffel a contemplar. A ver passar turistas que, para além do que mostra o guia turístico, nunca serão capazes de absorver Paris, não ultrapassam as margens do Sena para se aventurarem nos bairros que fazem parte de um certo imaginário colectivo, mesmo que nunca lá tenhamos estado. E que passam a ser muito reais, a partir do momento em que lhes dedicamos uns minutos da nossa vida. O melhor de Paris não se vê. Pode apenas sentir-se.

Coulda, shoulda, woulda

Needless...

Needless...