olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida urbana.

No, I'm not.

#InternationalHapinessDay

#InternationalHapinessDay

And I'm happy about it. 

Why happy? Why happiness?

Porquê, e para quê, um dia assim? Que razões nos farão marcar um dia que deveria ser todos os dias? O que nos leva a esta espécie de obrigação em relação à felicidade? E se não formos?

Não acredito na felicidade total mas sei reconhecer o que me deixa feliz, momentos muito simples. Puros. São reconhecíveis mas não serão iguais para todos nós. É tão óbvio que não os podemos comprar que, por vezes, arriscamos a estar gratos por quase tudo. Pharrel Williams, por causa da sua música "happy", escreveu, e bem: 

 happiness always comes from within, and many unfortunately take it for granted, or feel guilty about it or suppress happiness instead of setting it free.

Descobri este postal numa loja pequena de uma rua escondida do bairro de Saint German de Près. É quando passamos uns dias ausentes das redes que lhes sentimos a falta. Ou disfrutamos o prazer de respirar e viver. Prefiro a segunda. Obviamente.

Estar no Facebook e ter conta no Facebook são duas coisas diferentes. Ambas podem contribuir para a nossa felicidade. Ou ausência dela. Seremos mesmos felizes ansiando por likes e comentários? O que nos leva a abrir as portas do nosso mundo ao escrutínio de um outro mundo que teima em não viver, limitado aos pormenores de uma rede que se gere a si própria e aparentemente auto-alimenta, na directa dependência do que lhe damos para se estruturar, processar e desenvolver?

Nunca soube. Deixei de pensar nisso.  

Breathe. Live. Be. 

Breathe. Live. Be. 

Estar no Facebook é, para mim, aquele hábito terrível de transportar parte da nossa vida para o mural, vivê-la através dele e observar o mundo - aquele mundo - por ali. Ter conta é muito diferente. Para o bem, e para o mal. Quando bem utilizado, o Facebook pode contribuir, em muito, para a nossa felicidade. Coloca-nos em contacto com aqueles que de outra forma não voltariam a fazer parte da nossa vida (será que voltaram mesmo?); permite-nos estar informados sobre as notícias bastando, para isso, criar uma lista de conteúdos que "limpa" o mural de tudo o que não encaixe no nosso conceito de informação noticiosa (há seguramente quem pense que os gatinhos se enquadram na categoria); facilita a gestão de comunicações com pequenos grupos de trabalho através da ferramenta "grupos". Tirando isto, pouco mais. Porque há aqueles que o usam apenas para ver as vistas e saber o que se passa. Mas também há os que querem mesmo saber o que se passa na vida dos outros, numa atitude voyeur de quem dizia mal do Big Brother sem nunca ter mudado de canal. Porque sim. Talvez os faça felizes, admirar a vida dos outros de um balcão virtual, através do qual podem interagir sem sem consequências de maior. Palavras, leva-as o vento. Aqui, ficam para sempre. Ou quase.

Há muito que me sinto quixotesca nesta batalha virtual da qual nunca saio vitoriosa e na qual acabo sempre por ceder, reconhecendo que o modo "off" me deixa incomensuravelmente mais livre. Portanto, mais feliz. Como este jornalista, que passou a ter fins de semana sem Internet. Consultar as redes e mensagens, usá-las apenas no período em que estou em ambiente wireless não me permite trabalhar mas garante bem estar. Por isso, no dia internacional da felicidade, modo on-line apenas para publicar.

 

 

Um artigo chamado Bruxelas

Um artigo chamado Bruxelas

Joséphine