olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

Skinny and Curvy bitches: unite!

Skinny and Curvy bitches: unite!

"Está gorda". "É gorda". "Estou gorda"

Oiço tantas vezes qualquer uma destas frases que decidi recuperar este artigo do Huffington Post (Women) publicado no início do ano. Depois dos excesso das festas, chegou a Páscoa com as amêndoas e, só a seguir, já no fim do mês, gritamos ao espelho: 

AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

É o momento em que o pânico se instala para recuperar o corpo do Verão passado ou, pelo menos, minimizar o estrago... 

Para quem não gosta de dietas e menos ainda de ginásio, ainda menos da palavra exercício físico, é tempo de assumir os erros alimentares e, mesmo sem objectivos concretos para perder peso, reequilibrar o corpo. Pois e tal, conversa. Na verdade, dieta em si, não resulta. O que resulta é aquilo que chamo a Lei das Compensações. E exercício. Porque uma mulher em abstinência parece que tem TPM. O dia todo. Todos os dias. Tão bom que nem a própria se aguenta...

No início do ano, a Molly Galbraith foi alvo dos mais diversos comentários e críticas. Por isso, decidiu ir contra a corrente: publicou uma fotografia em biquíni assumindo uma postura anti resoluções de novo ano. Que nunca cumprimos à risca, em boa verdade. E que se arrastam até meio do ano. Na verdade, arrastam-se. PONTO.

A Molly é bodybuilder e personal trainer, trabalhando essencialmente ao nível da força e condicionamento físico. Não é bem o que eu faço - ou gosto de fazer - mas admiro que defende uma ideia e se auto-define através de uma missão: ad descoberta e aceitação  do corpo sem que as mulhjeres tenham de se matar para conseguirem um corpo de sonho.

Estamos a semanas de começar a mostrar os pés e as pernas, e a outras tantas para nos despirmos de preconceitos e assumirmos curvas e contracurvas na praia. Porque razão temos tanta dificuldade em assumirmo-nos como somos, deixando estereótipos de lado para procurar apenas o estar bem, o bem estar e a saúde? Seremos assim tão permeáveis às ideias que nos vendem as revistas, a web e a televisão?

Se nos sentimos bem comendo papas de aveia e bebendo sumos detox, ou com um copo de vinho ao fim do dia e um bife com batatas fritas, assim seja. Sou pelo respeito, desde que respeitem as minhas opções. E parece-me bem que estamos num caminho sem retrocesso, em que saudáveis e menos saudáveis se degladiam nos sites de redes sociais sem que isso traga quaisquer benefícios para qualquer uma destas opções. 

Torna-se um pouco mais esquizofrénico e ambíguo quando nos sentamos literalmente no meio, tratando de um hambúrguer com batatas fritas como se não houvesse amanhã, uma mousse de chocolate que sabe a pouco ou um copo de vinho branco que se transforma em dois ou três, compensando estes eventuais excessos com actividade física e uma alimentação regularmente saudável. Isso torna-nos o quê? Os arrojados que se definem na ausência de definição, posicionando-se numa linha que separa o bem do mal, ou os puritanos que se exigem a purificação depois da luxúria?

This is my body. This not a before picture. This is not an after picture.This just happens to be what my body looks...

Posted by Molly Galbraith on Friday, 1 January 2016

She's nothing but a freaking fat bitch. Some people think and some actually verbalize the thought, forgetting how hurtful it can be to know what people talk in our back while smiling at us.

It's true. Don't whistle because we've all been there. Somehow, somewhere...

Molly Galbraith is a bodybuilder and a personal trainer who devotes her time and effort to total conditioning and bofy strength increase. It's definitely not my thing but I respect her option. Above all, we all should respect each other's decisions and lifestyle, specially if that lifestyle aims to empower women to be more accepting and to love themselves for what they are, how they look like without killing themselves in order to reach some beauty ideal. Praise to that! 

On January 1, Molly decided to kick-start the year by making a kind of anti-New Year's Resolution. She shared a photo of herself in a bikini, along with a super empowering caption on Facebook. 

It's been four months and I bet your New Year's resolutions aren't t still completed or anywhere near to make a real change in your life. In a few weeks our legs and feet will be on the loose and sooner than you think so will our bodies, in bikinis and shorts. So I wonder, why are some of us so judgmental, with this body shaming attitude towards others? On the other hand, why do those being bullied give a F*** about this shameless behavior?

Issues emerge from skinny bitches having all kinds of seeds and oatmeal, combined with detox juices, while fat bitches are having a glass of wine, pizza and burgers everyday. If I don't ask you to share my oatmeal, why should you criticise me for having it my way? Furthermore, why do we have so much difficulty in being more accepting about who we really are, gnoring stereotypes, neglecting beauty standarts to focus on our well-being?

I feel like we lost control and forgot how to coexist. It's true and it happens more than we can imagine: one day I'm having white wine and chips and the next, fruit and oatmeal as it pleases me. Is our apparent schizophrenic ambiguity bothering others? I agree with the #guiltypleasures option combined with regular healthy food, conscientious choices and exercise to get rid of all excessive options one might have had. What does that make us? Undefined bold people over the thin line that separates good from evil? Or puritans demanding for purification after the lust?

I'm with Molly:

"This is my body (...) This is not a before picture. This is not an after picture."

Enjoy yourself. Enjoy life.

Pessoas normais.... Normal people...

Verdade. Truth.

Verdade. Truth.