olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida urbana.

Comemos mal. E ainda gostamos.

Ignorei, propositadamente todas as opções saudáveis que vou partilhando no Instagram.

Escolhi hamburgers. Muitos hamburgers. E croissants. E muffins. Batatas fritas. Coisas com muita gordura. Com hidratos. Daqueles que nos fazem mal. Que se transformam em açúcar no processo de digestão e se acumulam no organismo, sem qualquer valor nutricional. Há também os conservantes e intensificadores de sabor que tornam certos alimentos mais apelativos e supostamente saborosos. Nada bom.

Calorias a mais, nutrientes a menos.

Diz o artigo publicado no Expresso que cada Português come por dois. Dizia-se (diz-se?...) muitas vezes a uma grávida que deveria comer por dois. Na verdade, uma grávida deve comer para dois. O que é radicalmente diferente. Também não precisamos comer muito para ficar satisfeitos. Precisamos comer bem. Acusamos a falta de tempo ou dinheiro para justificar as nossas escolhas e preferimos encher a barriga a comer. Há uma diferença muito grande entre matar a fome e ter uma alimentação cuidada. Estamos cada vez mais preocupados em matar a fome sem pensar muito nisso. As consequências começam quase imperceptíveis, revelando-se no nosso comportamento, no aspecto do cabelo, das unhas ou da pele. Estas, vão gradualmente assumindo outras proporções e são responsáveis por várias doenças (graves) que o Expresso enuncia.

Preocupo-me com a minha alimentação, o quando e o como. Onde compro, e a origem dos produtos. Já escrevi sobre canela e a sua suposta capacidade para nos emagrecer, a lei das compensações, a carne processada e o açúcar. O terrível açúcar. Na verdade, estou sempre a confrontar-me com a alimentação. Sem obsessões, compreendendo que não existem dietas mas sim, opções alimentares.

A minha é uma opção saudável com desvios à rotina que me dão prazer.

Os #guiltypleasures que todos temos e dos quais não devemos abdicar, porque nos fazem felizes. Moderação, será a opção correcta.

Eu respondo à pergunta: porque as leguminosas excelentes não são baratas e não estão nas grandes superfícies, os melhores morangos estão vendidos antes de serem colhidos, as melhores folhas não chegam à cidade ou, quando chegam, não chegam a todos.  Entre outros, de menor dimensão, existem excepções, como a fruta feia ou os mercados biológicos aos sábados de manhã. Mas não chegam. Por vezes, não chega o que levamos na carteira. O mal não está nos produtos. Estás nas carteiras cada vez mais vazias.

Há também o marketing agressivo das grandes cadeias de fast food e os aditivos que estes alimentos têm, provocando uma certa adição insconsciente que leva muitas pessoas a preferir pagar exactamente o mesmo, por uma refeição de menor qualidade. Como se escreve no Expresso, há uma insuficiente educação para a saúde e a economia familiar tende a ser responsável por estes hábitos, uma vez que como também refere o Expresso, são os mais pobres que se alimentam pior. E isso, não é bom.

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