olá.

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Curly

Os cabelos encaracolados podem ser um problema. Podem. Os lisos também.

Os caracóis acordam, muitas vezes, rebeldes.  Aparentemente no ar, impossíveis de domar. Somos nós que os vemos assim.

Na maior parte das vezes o cabelo está apenas a precisar de uns toques com as mãos e um produto adequado para lhe dar aquele ar sexy de bed looks

É certo que poderão existir uns quantos verdadeiramente indomáveis que fazem ninhos de rato quando dormimos e, de manhã, quando acordamos, parece que o rato se enrolou em todos os fios de cabelo. Difícil. Não pensem que não sei do que falo porque sei. Nunca vivi tal experiência mas, ao meu lado, diariamente, a luta para manter praticamente liso um cabelo que não é liso. Dar-lhe um toque com o secador e a escova para simular as ondas que resultam de uma hora no cabeleireiro. A fuga da humidade para que o cabelo não encolhesse. Ou, em boa verdade, voltasse à sua forma natural. Não pensem, também, que um cabelo liso é melhor do que os caracóis. Não é. Não tem volume e, se tiver um remoinho, acordamos sempre com uma divisão no cabelo impossível de gerir com uma escova. Deitar com um cabelo fantástico e acordar com ele colado à cabeça como se o tivéssemos envolvido num saco de plástico. Na maior parte das vezes tem uma aparentemente vantagem: podemos acordar e sair sem usar pente ou escova. Tão liso, não se nota. Mas também podemos descer as escadas a ajeitar os caracóis e sair com um ar vitorioso, o statement da powerful woman que pode dar um cabelo encaracolado. Não fosse a mensagem que durante anos a indústria da moda enviou, perpetuada pela comunicação social, e todos olharíamos para os caracóis de uma forma muito diferente.

Dana Oliver: Executive Fashion And Beauty Editor, The Huffington Post

Dana Oliver: Executive Fashion And Beauty Editor, The Huffington Post

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do amor e outras estórias

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