olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

I amsterdam

Amsterdão é isto e muito mais. É daquelas cidades onde facilmente poderia viver. Tem projectos fantásticos de rádio, é um local onde a diversidade é aceite e respeitada, onde a língua inglesa integra os hábitos como uma segunda língua, facilitando quem não entende holandês. O meu caso, portanto. Gosto de me sentir incapaz de dialogar e me fazer entender. Embora saiba que todos falam inglês, há um certo sentimento de insegurança que nos invade quando olhamos para qualquer sinaléctica e pensamos... WTF?!

Não é exactamente assim porque dividindo as palavras, por vezes - só mesmo às vezes - até se entende o que que aquilo quer dizer. Mas esqueçam o truque quando alguém se dirige a nós. A nossa expressão, no entanto, diz tudo e rapidamente nos repetem a frase em inglês.

Não tenho más experiências fora daqui. Na verdade, há gente chata, mal educada, mal encarada ou sem maneiras em todos os países. Talvez em alguns mais do que outros mas, com isso, podemos nós bem. 

Amsterdão é uma cidade pequena, embora enorme. Não tem aquela sensação de concha porque a bicicleta nos dá mobilidade, velocidade e rapidez. Não nos atordoamos nos corredores labirínticos do metro nem somos abalroados por atravessar a rua mais devagar. Talvez sejamos atropelados por uma bicicleta porque estas têm prioridade sobre tudo e todos. Ou acham que têm. E, como têm uma faixa, entre a estrada e o passeio, exclusiva para a circulação de bicicletas é melhor não arriscar. Na bicicleta transporta-se tudo. Pequenos móveis, nitidamente desporprocionados em relação ao meio de transporte, crianças penduradas no banco de trás a comer um gelado. As mães e os pais levam os seus filhos nas bicicletas. Os mais pequenos em pequenos bancos apoiados no guiador da bicicleta. Aqui, seria um atentado à integridade física da criança. Ali é normal.

São descontraídos e descomplexados. Easy going, como se diz em inglês. A mim, já me conquistaram. Mais os jardins, os canais com as suas pequenas pontes, os mercados, os museus e uma vibrante dinâmica cultural igual à de tantos outros locais, mas com um twist que lhe dá uma pedalada diferente. Talvez porque o que é normal ali é tão complicado, aqui.

rádio? RÁDIO.

rádio? RÁDIO.

Não é o...