olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

Eu empreendo, tu empreendes, eles empreendem!

Eu empreendo, tu empreendes, eles empreendem!

Há pessoas a quem chamam estúpidas que acreditam nessa suposta verdade. A quem chamam burras e que desistem de aprender. Depois, há outras que reconhecem as suas capacidades e dificuldades, aprendem a viver com as segundas, e a melhorar as primeiras, para atingirem o sucesso. Estava a ler sobre a Connect to Success, uma rede para mulheres que procura ajudá-las a atingirem a liderança em cargos de topo, quando percebi que a sua criadora era Kim Sawyer, a embaixatriz dos EUA em Portugal. Kim sabe do que falo. Sofre de disgrafia, uma dificuldade de aprendizagem que poderia ter arruinado o seu percurso. Apenas a motivou a fazer mais e melhor. Acredita, por isso, que a auto-confiança é fundamental para ultrapassar os obstáculos, sendo o maior, aquela voz interior que nos diz que não somos capazes.

Vera. Georgina. Ana. O que têm em comum estas três mulheres? Pouco ou nada, com excepção da coragem de enfrentarem essa voz interior que as impedia de avançar.

Num mundo dominado por grandes corporações, empresas multinacionais que garantem a homogeneidade do consumo, surpreendem os pequenos negócios, as ideias simples iguais a tantas outras com a diferença de serem... únicas. Hoje, o que diferencia um negócio não é a promessa que se faz, mas a concretização, dia-dia, dessa promessa, tratando cada cliente com proximidade, dando-lhe importância e usando o segredo dos negócios que replicam mundialmente a sua fórmula: garantir a qualidade - sempre - e a cada momento que o cliente contacta com a marca. 

O que transforma pequenos negócios em grandes sucessos é a paixão de quem está na origem da ideia, a dedicação que um projecto pessoal exige e o prazer que cada novo empreendedor retira dessa mesma dedicação. Não conheço muitos empreendedores mas sei que, para além da ideia ou da motivação para fazer, há sempre a paixão por aquilo que se faz. 

São assim as pessoas que hoje vos apresento.

Não conheço a Ana há muitos anos mas sei há quantos se apaixonou por uma ideia - a sua - e o esforço que tem feito para a concretizar. Tudo começou numa Pós-Graduação em Marketing Musical, a paixão pela música e a noção de que o turismo musical existe e faz sentido. Há quem viaje pela música e a Ana decidiu que iria servir essas pessoas. Depois de um mestrado em que testou a ideia, o projecto ganhou forma. Enfrentou a burocracia, concorreu a apoios financeiros, envolveu-se e tornou-se empreendedora. A Go For Music é uma realidade e, se não conhecem, é porque estão cá dentro e não viajam para ouvir música. Quem quer conhecer Portugal já o pode fazer associando o prazer da visita ao da música, uma vez que a Ana constrói pacotes de viagens em associação com eventos e festivais de música. Já a Vera largou tudo o que não a fazia feliz para descobrir que tem essa capacidade - única - de dar de si aos outros, ajudando-os na sua recuperação. Vivia quase feliz na expectativa constante de dar o salto, de encontrar aquilo para que se tinha preparado. Formada em marketing e com uma experiência que cruza diferentes experiências, foi na massagem ayurvédica que se encontrou e que também encontrou quem perceba que a Vera tem A capacidade ( não apenas capacidade para) de lhes lavar a alma. Entrega a sua energia para relaxar e equilibrar a dos outros. Único. Foi então que percebeu estar no caminho certo, continuando a sua formação. Transformou a sua sala num espaço acolhedor para receber quem precisa de uma massagem ayurvédica, reflexologia ou shiatsu. Continua a sua formação, sempre disponível para receber e poder dar. Quando já tiver mais do que uma técnica que possa realizar, vai procurar espaços onde possa exercer de uma forma freelancer. Dona do seu tempo a cuidar do bem estar dos outros. Numa outra perspectiva, a Gi (que já aqui falei), na versão FotoGInica capta o melhor de cada um de nós, e do mundo que observa, com uma grande angular. Não nasceu fotógrafa mas fez-se fotógrafa à medida que as imagens iam ganhando relevância na sua vida. Não fechou uma porta para abrir a outra. Foi gradualmente mudando o seu perfil profissional. Não abdicou da segurança de um emprego e esperou que os filhos estivessem independentes para (re)tomar as rédeas da sua vida. Tem a sensibilidade necessária e aprendeu a dominar as ferramentas para que nada a impeça de registar exactamente aquilo que quer. Ou que pensamos estar a ver... Da mesma forma, o Caco decidiu mostrar-nos o outro lado do que está à vista: criou uma agência imobiliária que conta a história de cada casa e dos seus proprietários, enquanto desafia as regras do mercado: vídeo, comissões e tratamento personalizado, assim é a promessa da De Home uma nova imobiliária no mercado lisboeta que poderia ser apenas mais uma. Não será. Como não é o sushi da Sushi at Home, que equivale a dizer o sushi do Lourenço, Martim e João, três amigos que adoram sushi e que um dia decidiram partilhar essa paixão com o mundo. Em casa ou no trabalho, a sushi@home entrega-nos sushi maravilhoso minutos antes da hora combinada. Nunca falham e o sabor é sempre surpreendente, com menus que combinam sushi tradicional com sushi de fusão a preços tão bons quanto o sushi que nos entregam.

O que têm em comum estas histórias? 

A paixão. A vontade de fazer algo diferente. De servir as pessoas garantindo-lhes serviços de qualidade. Estão a começar - ainda que o sushi@home esteja em pleno crescimento - e espero que este artigo os lembre que é importante continuar!

 

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Vera Sant'Ana

FotoGInica

De Home

Sushi at Home

O direito a...

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Empreender

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