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bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

Empreender

Empreender

empreendedor | adj. s. m.

em·pre·en·de·dor |ô| 

adjectivo e substantivo masculino

Que ou aquele que empreende; que é animoso para empreender; trabalhador; amigo de ganhar a vida (traçando empresas novas).

 

Esta semana é dedicada ao empreendedor que há em nós. 

O empreendedor é aquele que empreende e empreender significa levar a efeito. Ou seja, fazer. 

Já empreendi muitas coisas, embora não seja a empreendedora no sentido que habitualmente damos à palavra. Não desenvolvi uma start up, não criei uma empresa ou um negócio de sucesso, donde, não sou empreendedora. Mas já criei e levei a efeito cursos e conferências, ideias que se transformaram em projectos que outros agarraram e continuaram, lancei sementes que nasceram, cresceram e floresceram ou, simplesmente, morreram. Lei da vida. Por isso, sei bem o que é empreender, embora nunca tenha perdido muito tempo a pensar no conceito ou no seu significado. Parece que entretanto tudo é empreededorismo, que todos precisam de criar uma start up, de encontrar um mentor e de se envolver numa incubadora por auto-afirmação. Não é. Um mentor ajuda. Uma incubadora talvez.  Acima de tudo, é necessária uma força interior que incubadora nenhuma pode dar para levar alguma coisa a efeito. Por isso (e por muito mais mas especialmente por isso), respeito muito quem decide mudar de vida e aventurar-se num novo estilo de vida ou, mais arrojadamente, decide empreender uma nova vida, dedicando-se à criação de um negócio. Assim o fizeram vários amigos sobre os quais vou falar esta semana, não sem antes mostrar alguns detalhes sobre empreendedorismo...

Sobre as contas, essa também pode ser uma questão que nos impede de avançar: para além do medo associado à mudança, o rendimento deixa de ser fixo e definido no tempo (talvez por isso tantos desempregados consigam uma energia extra para criarem o seu próprio negócio), pelo que manter o foco e deixar de lado tudo o que nos possa distrair do nosso objectivo será fundamental. E que objectivo?

É importante sabermos o que não queremos para nos concentrarmos no que vamos conseguir. Funciona para as relações pessoais e, mais ainda para este tipo de relação a longo prazo que estabelecemos connosco e o negócio que queremos desenvolver. Supondo que queremos ganhar dinheiro, convém que seja a fazer algo que não nos cansa, não nos desgasta e nos dá um prazer tal que nos faz sair da cama mesmo depois de não termos dormido a pensar nos detalhes de algo que ficou por resolver. E andar todo o dia cheios de energia, de sorriso no rosto, seguros de que estamos no caminho certo. Significa que nunca mais estaremos de trombas na fila do autocarro para ir trabalhar, mas também significa que temos de estar conscientes das dificuldades, de que não conseguiremos fazer tudo sozinhos - que não temos de o conseguir - acima de tudo, seremos capazes de superar os obstáculos - muitos - e manter o pensamento positivo.

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O que fazer, para empreender? Muito.

Ter vontade, perceber que essa vontade não resulta de factores circunstanciais e saber o que se quer. Para além disso, ser capaz de criar um valor acrescentado e vender a nossa ideia como se o mundo terminasse amanhã. Não termina, mas convém pensar que sim.

Há quem pense muitas vezes que agora é que vai ser, que vou largar tudo e montar o meu negócio. Nada mais errado. Todos temos vontade de evasão de quando em vez, de mandar tudo às urtigas e começar de novo. Contudo, importa pensar muito bem nas razões que nos levam a querer mudar. Se estão relacionadas com desânimo em relação à situação profissional actual ou se tal acontece porque nos apetece mais perseguir o chefe à paulada do que ir trabalhar, talvez a solução não seja uma mudança. Ou, pelo menos, uma mudança tão drástica. É preciso, antes de mais, relativizar as situações e revertê-las a nosso favor. Se não o conseguirmos fazer quando está alguém a pagar-nos, como o conseguiremos fazer estando sozinhos para garantir a nossa subsistência? A mudança só acontece quando estamos preparados para ela e, antes disso, há todo um caminho que o karma nos obriga a percorrer para garantir que há sustentabilidade na decisão que tomamos. Sim, por mais que o queiramos ignorar, nada acontece por acaso, cruzamo-nos com as pessoas certas no momento adequado e tudo o que acontece neste processo tem uma razão de ser. É preciso explorar. Não apenas o mundo e os potenciais negócios mas também a nossa individualidade. Ao contrário do que se pensa, o empreendedorismo pode ser muito solitário, obriga a auto-motivação porque ninguém nos pede contas e a liberdade para gerir o tempo pode ser ameaçadora.

No entretanto, porque empreender é coisa séria de gente grande, depois de sabermos exactamente o que vamos fazer, há uma ferramenta muito importante: modelo de negócio. É neste ponto que muito falham porque se concentram demasiado no que lhes diz o coração e pouco - ou  nada - nas leis do mercado. É determinante gostar, mas não chega estar apaixonado para uma relação resultar, correcto? Por isso, temos de ter um alvo em mente, a quem vamos servir através de uma promessa que lhe vamos fazer. Definimos, então, uma estratégia com objectivos e um plano de acção. É importante conhecermos a nossa audiência - aquelas pessoas que eventualmente irão comprar o que tivermos para vender - avaliando a dimensão desse alvo, bem como o grau de relevância da nossa oferta. É que se não for relevante para eles, não vão seguir-nos, amar-nos, comprar o que estamos a desenvolver. Temos de pensar numa lógica de missão e serviço, um compromisso que se estabelece com um conjunto de pessoas a quem temos algo para dar e que tudo farão para apoiar o nosso crescimento. São eles que nos vão partilhar as publicações e tornar a comunicação viral. O viral não acontece porque nós queremos, mas porque eles - o alvo - permite que aconteça. A seguir, fazemos a dança da chuva e esperamos que a magia aconteça.

Incubadoras de Lisboa

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Eu empreendo, tu empreendes, eles empreendem!

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Porrada nelas, pá

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