olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

Porto

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Gosto do Porto porque não é cidade de meias palavras ou meio termo. Só podemos gostar. Especialmente hoje, mais bonita e dinâmica do que alguma vez a vi. Conhecida por ser cinzenta e escura, a cidade vibra com as pessoas que enchem as ruas e os cafés, com uma energia muito própria. Diz quem sabe que são as gentes do Norte que a fazem assim. Chove mas isso não impede ninguém de sair à rua, de jantar, circular na baixa e dar uma vivacidade a este lugar que se diz cinzento, sem verdadeiramente o ser.

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O tom escuro da pedra de alguns edifícios não faz sombra às ruas que se iluminam com os sorrisos e a simpatia de quem sabe receber. Os prédios recuperados, as casas velhas que parecem novas, a revitalização de ruas e praças faz o Porto estar mais próximo de uma cidade do Norte da Europa onde nem o mau tempo ou o frio escondem o sorriso das pessoas com quem nos cruzamos. O atendimento nas lojas, nos cafés e restaurantes ou nos hotéis é acolhedor, fazendo-nos esquecer que lá fora o céu ameaça chuva. A forma como nos recebem faz-nos ignorar a chuva forte que teima em cair. O burburinho das gentes nos cafés transforma este local aparentemente triste numa cidade cosmopolita da qual não apetece sair.

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Há anos que não visitava o Porto e senti, finalmente, que o Porto está diferente. Melhor. Com turistas que o animam sem os serviços para turista nos turvarem a vista e sem que, nós que não somos locais, mas queremos pensar que sim, sejamos alienados por uma postura para inglês ver.

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Não trazia expectativas, para além de acreditar numa Fnac cheia de mulheres interessadas em saber como podem ser mais poderosas. De facto, num contexto em que nos ligamos cada vez mais facilmente uns aos outros é cada vez mais difícil mobilizar pessoas em torno de uma causa comum. Somos reticentes, desconfiados e comodistas. Mas não há melhor forma de acabar uma tarde de sábado do que percebemos que ainda é possível passar do virtual para o mundo real, arrastando outras pessoas em torno de ideias que só pela mobilização conjunta podem passar à acção. Falo do encontro Bisturi Talks que trouxe as Chicas Poderosas ao Porto, movimento do qual me orgulho de fazer parte. Miúda a Miúda. Assim de faz o caminho. Tal como uma cidade não se revitaliza num dia, também a sociedade não muda para aceitar (mais e) melhor o papel da mulher, abandonando a subalternização a que esteve submetida durante tanto tempo. O tempo é de mudar. As nossas cidades, tornando-as mais atractivas, dinâmicas e modernas, arrastando a sociedade nesse processo para juntos, evoluirmos sem possibilidade de retrocesso.

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Primeiro a Cristina. Quem é a senhora que se segue?

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5 horas (III)

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