olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

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Escrever sobre uma decisão de desligar tudo numa plataforma exclusivamente online pode parecer estúpido, mas não é. Sim, estou a convidar-vos a desligarem. TUDO. A largarem este texto, a desligarem as notificações, a deixarem o telefone esquecido algures em casa e aproveitarem a vida. Essa que acontece para lá de qualquer ecrã (televisão inlcuída) e está cheia de riscos mas, também, coisas boas para viver.

Esta ideia não é nova. Já experimentei várias vezes, normalmente em períodos de férias. Nos restantes dias, confesso, não são raras as vezes em que estamos a conversar à mesa, depois da refeição, e o smartphone é utilizado como ferramenta de apoio para suportar afirmações ou ideias, com pesquisas no Google, exemplos, procurando vídeos ou imagens. Com apontamentos que explicam conceitos complexos ou simplesmente para consultar o dicionário e explicar palavras difíceis. Será portanto, o equivalente às enciclopédias que antes usávamos. Espero… Prefiro pensar que sim, quando, na realidade, não é.

It’s Friday evening. The smells of rosemary chicken and freshly-baked challah fill the house. My daughters, 3 and 9, sigh as I gently detach the iPads from their laps. One by one, our screens are powered down. My husband, Ken, is usually the last holdout, in his office, madly scrambling to send out just one last email before the sun sets. Then he unplugs too. We light the candles, and sit down to a sumptuous meal.
— Tiffany Shlain

A ideia já é antiga mas voltou à baila. Da mesma forma, o apelo para um certo regresso ao offline, libertando-nos das redes e as crianças dos aparelhos electrónicos faz parte de uma cultura que defende uma utilização regrada da ubiquidade tecnológica, dos aparelhos electrónicos e digitais que nos rodeiam. Em 2013 a Tiffany Shlain contou-nos sobre este hábito que entretanto se institucionalizou na sua família, desligando todos os aparelhos electrónicos à Sexta-feira para os ligar novamente 24 horas depois, no sábado ao fim do dia. Apenas o telefone fixo fica disponível.

Tudo começou porque Tiffany sentiu necessidade de dedicar total atenção ao seu pai, nos momentos bons, fruto da sua degeneração cerebral, resultante de um cancro no cérebro. Desligava o telefone. Isso e a implementação do National Unplugging Day levaram-na, juntamente com o marido, a criar esse momento em que desligam. Semanalmente e não apenas uma vez por ano. O tempo parece que estica, porque naturalmente, naquelas 24 horas as solicitações e distracções são menores, consequentemente, a atenção e foco no que é verdadeiramente importante aumenta, da mesma forma que as endorfinas são libertadas com esta sensação de liberdade e de um ritmo mais lento, que se contrapõe à excessiva acelaração, conectividade e notificações constantes da nossa sociedade actual.

I feel more grounded and balanced. We try to be as unavailable as possible, except to each other and our children. I feel like a better mother, wife and person.
— Tiffany Shlain

Às vezes sabe bem desligar. Entrar numa espécie de modo zen para nós e aqueles que são importantes para nós. Sem selfies ou actualizações de estado nos sites de redes sociais. Sem espreitar o que publicam os amigos, sem ler as notícias ou o email. Apenas nós. Os que são importantes para nós. O dia de hoje já começou. Que tal aplicar a regra e começar hoje, ao fim da tarde? Fica o desafio… Até já.

@CopenhagenCoffeeLab where they have this laptop/smartphone free table ♡

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5 horas (II)

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5 horas

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