olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

Comer e conversar...

Comer e conversar...

É sempre a mesma coisa. Muita efusidade com a aproximação do final do ano e o começo de outro como se não fosse, concretamente, a passagem de um dia para o outro. Resoluções e grandes decisões para começar no ano seguinte (que é, concretamente, o dia seguinte), dietas prometidas, actividade física até cair de rastos, cigarros no lixo e álcool nas prateleiras. Sempre igual. Agora é que vai ser como se o que sempre foi não fosse o de sempre e o de sempre fosse o que virá a ser. Não é e todos sabemos. Gostamos é desta ideia romântica da mudança porque, mudar, ninguém gosta. Exige uma decisão, persistência e perseverança. E isso, perde-se ao longo dos dias. Não é? Hail aos que respondem "não, não é".

Por cá é assim mesmo. Como até fartar em Dezembro e entro o ano apertada nas calças, faço compras tão saudáveis que só de olhar para a despensa esmoreço, quando abro o frigorífico fecho-o novamente. Sinto fome e continuo a comer porcarias porque o corpo facilmente se habitua ao doce e ao salgado, comida apurada que apela aos sentidos, que se instala nas ancas e nos persegue à frente e atrás. Especialmente atrás.

Certo. Para aqueles e aquelas que realmente engordam nesta altura - ou em qualquer altura, desde que não vivam monasticamente - cometo uma heresia ao queixar-me. Não se nota. Afirmarão. Noto eu. Importo eu. Importa-me a mim. Um mês a comer mais castanhas do que qualquer outra peça de fruta, fritos gourmet e toda a espécie de delicacies, umas mais fast do que as outras, tem consequências. Se a isso juntarmos uma prática errática, com umas corridas aqui e a li para fazer de conta que me mantenho em forma, então sim, é tempo de cortar com o que faz mal: hidratos fora de horas, salgados quando apetece, vinho e sobremesas. Como já aqui fiz referência antes, é a lei das compensações sendo que quem não queima, reserva. E quem reserva...

Este é o relato de quinze dias na terra do fast food onde se come melhor do que fast. Há uma diversidade qua não acaba e uma ausência de moderação que vai do fast ao gourmet e, deste, ao excessivamente caro. Mas garanto que os Estados Unidos serem apenas fast food é um mito. Mesmo numa lógica fast pode comer-se de forma equilibrada a preços razoáveis, em cadeias que também existem na Europa e outras vocacionadas para uma alimentação (mais) saudável. Afinal, não há só Mac's, Wendy's, Kings, Bells, Johns ou Queens... Au Bon Pain, Panera Bread, Prêt-a-Manger, Chipotle, Einstein Bros Bagels ou Jamba Jiuce também se encontram com muita facilidade. Mas, de facto, há uma razão para cada agente da lei ter um donuts na mão. Chama-se Dunkin' Donuts e, confesso, não lhes resisto.


PS: Quando me pergunta se comi tudo aquilo, a resposta verdadeira é esta "comi, pois. E, se não comi, provei ou partilhei". Pois.


Ano novo. Vida nova?

Womenhood