olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida urbana.

d'être

d'être

Adoro Bruxelas, mas não posso dizer que seja dos primeiros locais nos quais penso quando decido viajar. Passou a ser.

#bff rule.

Mais os outros quase quase #bff que lá estão. E tudo o resto. 

Quem me conhece sabe que já viajei inúmeras vezes para esta cidade, sempre por motivos profissionais. A sua centralidade facilita o encontro e reunião de pessoas de diferentes pontos da Europa. Por isso, fui conhecendo, ponto a ponto, sem verdadeiramente ter descoberto a cidade. Foi-se revelando à medida que o encontro obrigatório mudava de localização. É, contudo, daqueles locais que não importa repetir porque é uma cidade bonita, cativante, simples e sedutora, mesmo que não nos arrebate como alguns destinos o fazem. Não será uma paixoneta, sequer amor à primeira vista - até porque as primeiras visitas foram tudo menos fáceis ou apaixonantes - mas daquelas relações que o tempo prova que valem a pena, que tem tudo a ver connosco, que não defrauda mas que vai sempre surpreendendo e fazendo apaixonar cada vez mais. Dizem que é assim o amor e tenho, agora, boas razões para voltar. Sempre.

Dos parques para correr às ruas para caminhar sem perder o fôlego, os museus com exposições que não encontramos por aqui, as livrarias - qual a livraria que não nos apaixona? - as esquinas com waffles, as lojas com chocolates estonteantes ou bolachas tão boas que preferimos não perguntar qual a composição. Há ainda as frites - que agora querem transformar em património mundial - e uma diversidade gastronómica que não nos permite o tédio. Há também as moules. Mas isso já todos sabemos. Como o Tintin. Que gostamos mais quando não estamos em sua casa. O que é demais não valorizamos. Como o sol, que temos a mais em Lisboa e que, por isso, só aproveitamos verdadeiramente depois de uma semana inteira de chuva e céu cinzento.

Já tinha sentido frio em Bruxelas mas, desta vez, estava mais do que o que conhecia. Gosto deste frio que nos obriga a tapar. Cobrir o corpo, escondendo mãos e cabeça com luvas e gorros. Este frio não entra nos ossos, como por vezes referimos em Lisboa, mas corta a pele do rosto e, sobretudo, gela os dedos para fotografar. O próprio aparelho recusa-se a focar como habitualmente, porque os dedos estão de tal forma inertes que o toque perde sensibilidade. Ponto negativo. O único que me incomoda porque honestamente, há mais frio mas sofremos menos. Obriga a calçado que isole a humidade e frio, um casaco adequado, mãos e cabeça protegidas. Não é à toa que muitos andam de t-shirt, vá... sweat-shirt, por baixo do casaco (casacão). Todos os locais estão aquecidos e os apartamentos têm um aquecimento central, no edifício, que nos permite estar muito confortáveis em casa. Não podemos dizer o mesmo da luminosa Lisboa, pois não?

Paradoxalmente, não é quando neva que se sente mais frio, mas é quando a cidade fica branca que acreditamos em magia. Na rua ou num bosque, o manto branco remete sempre para o nosso imaginário e deixa a imaginação fluir, com estórias de encantar que sussurramos aos mais pequenos, deitados numa cama quente, no centro da cidade.



Coisas que fazem pensar

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a malta gosta é..

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