olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

Misturas

Não sou fã de misturas. Mesmo num cocktail, prefiro algo simples, fiel ao espírito da bebida de base. No desporto e, especialmente no exercício físico, mais ainda. Aquela ideia peregrina de misturar yoga com tai-chi, enquanto se alonga é isso mesmo: peregrina. Só serve a quem não conhece bem cada uma das práticas. Porque a mistura adapta, adulterando. Simplificando. Yoga é uma prática na qual nos podemos inspirar para exercitar o corpo. Mas duvido sempre de adaptações livres da prática de yoga. São, muitas vezes, ganchos para chamar a atenção e não a essência. Porque yoga, mesmo, é difícil. Exige uma mentalização para a prática. Que não se limita a posturas giras para o Instagram. Sobre tai-chi não me pronuncio. Mas sei que não é apenas aquele movimento de braços e mãos que mostram nos filmes. 

Quando misturam ballet com fitness... Posso falar. Trabalho na barra ou simplesmente a barra, no chão? Também. E fitness? Falta-me a teoria. Sobra a prática... Agrada-me a massificação do exercício físico. Se for por via do fitness, tanto melhor. Pois que se mexam. Criem-se ginásios e academias para o efeito. Da mesma forma que as artes marciais já serviram para criar modalidades de fitness, o boxe inspirou aulas que prometem matar calorias em barda, chegou a vez de dar uma nova popularidade ao ballet e trabalho associado. Não me choca. Nem surpreende. Porque, de facto, o corpo de uma bailarina, numa mulher normal, é invejável. Bonito de se ver. Uma bailarina profissional poderá estar demasiado seca e musculada por força do rigor que o ballet exige. Mas uma mulher que pratique e tenha alguns cuidados com a alimentação poderá ter um corpo muito bonito. Porque há uma diferença simples entre a maior parte das actividades de fitness e o ballet. Onde o fitness insiste para crescer, o ballet insiste para alongar. O que se traduz num conjunto de músculos mais definidos em extensão e menos em volume. Olhamos e vemos pernas definidas. Não vemos pernas musculadas. Ou musculadas q.b. Braços e ombros totalmente definidos, mas sem volume. E uma flexibilidade acima da média. Que dá muito jeito para as actividades quotidianas e mais ainda para outras. Deixo-vos imaginar. Ou praticar, para saberem de que falo.

Já aqui falei vezes suficientes sobre o tema para saberem qua boa parte da minha vida é isto. Já experimentei de tudo. Conheço a maior parte dos ginásios e cadeias de ginásios. Estou atenta à oferta e à comunicação de cada um deles. Não defendo uma lógica de bairro, menos ainda a das grandes cadeias. Gosto da especialização, de um acompanhamento que percebe as minhas necessidades, está atento aos meus objectivos e me faz superar todos os dias. Também já vos mostrei alguns locais e projectos que acarinho. E nunca desprezei qualquer operador neste mercado, que é o do desporto e do fitness. Mas há misturas de que não gosto (s.barre no VivaFit). Que não entendo. Talvez porque se as quisermos desenvolver com seriedade e a um nível avançado, sejam esquisitas. E se todos os dias ando entre barra (bar method), chão (barra de chão), pilates e aulas de alongamentos que nos ensinam a respirar e a adoptar as posturas correctas (breathing and core) , bem como técnicas de dança para dançar cada vez melhor, não sei como se mistura tudo isto numa aula só. Ainda por cima, nem é original. E já existe entre nós. O MSB studio já o faz há 2 anos. Mas, se é um sucesso nos EUA e no Brasil, quem sou eu para questionar. Gostamos mesmo é do que vem de fora, não é? E, afinal, sempre ouvi dizer que o desporto é para todos.... Vão. Que eu fico no MSBStudio, e visito a Jazzy, o O2, o Fitness&Friends ou vou à praia, com a equipa da FhitUnit.

Bar Method no MSBStudio 
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