olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida urbana.

Acordar...

Acordar...

... Espreguiçar, ter tempo para ler as notícias. Acordar outra vez, agora, para a realidade.  

Temos andado demasiado distraídos ou, simplesmente, a tentar ignorar. Eu sei. 

O facto de estarmos literalmente no fim da Europa ajuda ao conforto de pensar que o problema não chega aqui. As eleições tão próximas e a campanha diária na comunicação social faz-nos, facilmente, pensar em tudo menos no drama dos refugiados Sírios. Estar fora de Portugal não significa que não leia as notícias em português ou que seja exposta somente a outras notícias. São as mesmas, contadas mais ou menos da mesma maneira. Os algoritmos das redes estão, contudo, programados para me dar o mesmo, das mesmas fontes, todos os dias.  

Hoje, enquanto tomava duche e deixava a água escorrer, imaginei o que agora escrevo, pensando, de formas muito diferentes, no Nuno e no Pedro, que vão fazer-se à estrada para ir buscar refugiados. Porque são pais. Porque sabem que algo deve ser feito. Porque interiorizaram tudo aquilo que tentamos afastar do pensamento quando o tema está em cima da mesa.

Quando somos pais, pensamos duas vezes antes de atravessar a rua para não sermos atropelados. E mais vezes, ainda, quando os levamos pela mão. Mas é um facto que isso não pode impedir-nos de viver. Deve impedir-nos de saltar de um precipício sem rede, mas não de ajudar o próximo. Porque, agora, são os filhos dos outros que (também) precisam de nós. Para ler, na Visão.

 

O problema do amor? Amar.

O problema do amor? Amar.

Ei-los que partem. Que fogem

Ei-los que partem. Que fogem