olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

Assim?...

... Assim também eu!...

Estas fotos são prova de que mentimos (muito) no Instagram (Dinheiro Vivo)  

Estas fotos são prova de que mentimos (muito) no Instagram (Dinheiro Vivo)

 

Mentimos muito. Nunca foi diferente. A diferença é que agora, mais pessoas podem ver, apreciar, mostrar que gostam. Antes limitávamos a exibição ao nosso núcleo de amigos. Agora, alargámos esse núcleo - que deixou de ser núcleo (que se define por ser a parte principal) e passou ser... quem estiver na rede?... Ou quem estiver nessa rede? 

Não é bom. Não pode ser bom. Mas dá um gozo desgraçado ver os likes - dos amigos e dos outros que não sabemos quem são - sucederem-se um após o outro. Liberta endorfinas. Causa dependência. O chocolate também, mas isso já sabíamos, não é?

Quem publica não o faz só para si, caso contrário teria uma conta privada e não aceitaria que outros partilhassem esse espaço. Isso contraria a razão de ser destas novas formas de interação social a que chamamos redes sociais online. E que só diferem das outras - as redes sociais, aquelas que se constroem através da interacção social - porque a plataforma através da qual interagimos é outra. Quer queiramos, quer não, faz toda a diferença. Dizemos mais e de formas muito diferentes, assumimos personalidades que não são as nossas, transformamo-nos em cães de fila prontos a atacar mas, também, pessoas mais altruístas sempre disponíveis a partilhar e a, efectivamente, ajudar. Somos nós e o outro em simultâneo. O meu eu confunde-se e mistura-se hibridizando-se à medida que circula, fluídamente, na rede. Somos quem somos, quem esperam que sejamos e quem queremos ser. 

Não sei como começou - até sei, mas não quero ir por aí - e menos ainda sei como vai acabar. Temo que não acabe bem. Por outro lado, este "temo que não acabe bem" parece um discurso de um "velho do Restelo" que não fica bem a quem lida diariamente com a tecnologia. Que se adaptou e migrou para este contexto digital, intercalando o cá e o lá como se ambos fossem apenas um só. Descontando em cada palavra e imagem aquilo que todos sabemos ser o filtro que as redes em si, representam...

Posto isto, estou oficialmente de mudança. Para o Snapchat.

Amor sem livro de instruções

Amor sem livro de instruções

Mobiliza 1. Mobiliza 2. Mobiliza 3. Não desmobiliza