olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

Enganada. Duas vezes, mas...

... Uma dessas vezes foi maravilhoso! 

Quando corro, faço-o sozinha. Em estrada, sempre a direito, ritmo imposto pela música, junto ao rio, quando já não há sol. Aceitei o desafio e juntei-me aos prós da corrida saindo, completamente, da minha zona de conforto. A vergonha não foi maior porque são amorosos e têm "carros vassoura". Não deixam ninguém para trás, mesmo quando afirmava veementemente que conhecia o caminho. Não conhecia, mas tinha o GPS no braço... 

O Bruno Brito do O2 lançou o desafio. Juntou o Ricardo Pebre para um treino de corrida em Monsanto. O Pedro Conceicao, mentor da Hora do Esquilo também ia. Pensei que, se tudo corresse mal, o Pedro iria empurrar-me. Afinal, foi quem me acompanhou na minha primeira prova (TSF Runners, o ano passado). Mentalizei-me e organizei-me para, Domingo às 8 da manhã, estar fresca no Anfiteatro Keil do Amaral. 

Experimentei este Ultra Energy Cake da Aptonia. Diz nas instruções que demoraria 10 minutos a cozer no forno. 25 minutos depois ainda estava mal cozido, com o centro líquido. E não, não é o meu formo que é mau. São as instruções que estão erradas. Sai, apressada, com os pedaços de bolo que consegui aproveitar num tupperware, comendo-os à colherada em cada semáforo. Cheguei e ainda enfiei uma barra de frutos só para ter a certeza que a fome não me ia atacar. Fome?! Todo o problema fosse a fome. Ou sede...

O problema foi o calor. Não sou pessoa para estas temperaturas estivais. Começámos muito bem, numa zona alcatroada. Virámos para os trilhos. Entre veredas, o sol ia aparecendo e eu, cada vez mais afogueada. Subitamente, o trilho inclinou... Para subir. E subir. E descer. E subir. Uma montanha russa infindável que me fez abrandar. Caminhar. Uma vergonha. Já nem à sombra estava bem. Nos Montes Claros, paragem para beber água. Quase tomei banho. Senti-me melhor. Sabia que estava perto do carro. O corrida estava a acabar. Não. Mais uma descida. Enorme. Tudo o que desce, tem de subir, gritava eu... Fui novamente enganada. O Conceição assegurava que era um treino fluffy. E que a próxima subida era levezinha. Levezinhos só os seus pés. Parece que eu flutua. Muita sombra. Acompanhamento profissional do Ricardo e do Bruno que, alternadamente me acompanhavam naquele passo arrastado. Última subida. Mesmo. Alguém comentava o meu ar magestosos, calmamente a subir, a passo. Já nem a trote podia ir. Vermelha que nem um tomate. Afirmei que me iria vingar nos alongamentos... 

E assim foi. Um engano vergonhoso (o bolo) e outro maravilhoso: a corrida. Ou melhor, a companhia, a motivação, o apoio, a técnica. Porque este treino não é só correr. Tem uma componente técnica no início para aprender, recordar ou reaprender os detalhes da provação, supinação e outros aspectos que nos fazem melhorar a performance. Mesmo que a minha performance tenha sido... vá, sofrível... A outra componente, de relaxamento e alongamento, no final, foi a minha preferida. Vale, acima de tudo, para aprender, para respirar e pela motivação. Eu, por mim, ia amanhã outra vez. Mas não sou corredora de trail.

Ficarei à vossa espera para os alongamentos... 

🎶 urbanista meets sapato para bailar 🎶

🎶 urbanista meets sapato para bailar 🎶

#rockthecrop