olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

dos intes aos intas e, destes, aos entas...

dos intes aos intas e, destes, aos entas...

e os entas são tão bons.

Dizem que os 40 são so novos 20. Não me interessa.

Sei mais do que aos vinte, tenho mais estilo do que aos vinte, mais auto-confiança, mais perspicaz, mais capacidade para dizer não.

Sei o que quero e o que gosto. Saudades dos 20? Não. Saudades de saber aos vinte o que sei hoje. Querias, não era?...

You only have one trip. You might as well enjoy it.
— Iris Apfel

O mundo mudou muito. As nossa mães não foram como as nossas avós e nós, por muito que queiramos bem à nossa mãe e nos deixemos influenciar, aprendemos a delimitar muito bem o limite dessa influência. Não somos assim. Não sei se seremos melhores, mas somos certamente diferentes. Também elas gostam dos quarenta e falam, agora dessa década. 

As quarentonas dos século XXI, na sua maioria sabem mais do que souberam as quarentonas do século XX. Aprenderam com elas e, para além disso, adoptaram a tecnologia como melhor aliada. Nos vinte, a tecnologia serve para passar o tempo. Nos quarenta, a tecnologia ajuda a ganhar tempo. fazemos escolhas mais acertadas que evidenciam a beleza da mulher. Estamos mais sofisticadas. Com uma beleza serena. Enigmática, em alguns ângulos. Não somos mulheres Hollywoodescas mas, mesmo sendo mulheres normais, das que saem todos os dias à rua sem produções fotográficas que as valorizem somos iguais. Felizmente, a sociedade começa (lentamente) a valorizar a mulher normal e a mulher ao longo da sua vida.

Há mais mulheres maduras na televisão. Na publicidade.  Isso só pode ser bom.

The grey stars estão a recuperar um espaço mediático que nunca deveriam ter perdido (se é que alguma vez o tiveram) e isso dá-nos (às mulheres normais) uma renovada esperança. Afinal, o mundo real existe e não é cor de rosa, asséptico e flawless como a comunicação social nos tentou fazer acreditar. As grey stars estiveram, durante muito tempo - demasiado tempo - associadas ao intelecto. Nos negócios ou na cultura, estas stars eram escritoras. Jornalistas. Políticas. Artistas plásticas. Nunca - ou muito raramente - representantes de profissões ou ocupações associadas à beleza porque o ideal de beleza são os eternos 20 anos. Essa década imatura e inexperiente na qual acreditamos que vamos ficar assim para sempre. Até ao dia em que a ressaca nos invade e percebemos que, afinal, também sofremos disso.

É quando tudo muda e tomamos consciência de que o corpo não é imutável. Umas aprendem a viver com isso. Outras procuram mantê-lo assim até ao momento impossível de acreditar. Há também as que passam a preocupar-se (mais) com o que comem, bebem, com o exercício que fazem ou as noites que dormem. Não é irreversível, mas podemos adiá-lo. O envelhecimento. Precoce. Porque envelhecer, envelhecemos todos. Podemos é envelhecer com estilo.

Iris Apfel (1921):  American businesswoman, interior designer, and fashion icon.

Iris Apfel (1921):  American businesswoman, interior designer, and fashion icon.

 

 

O glamour desconhecido da mudança

#not ou o outro lado do #vfno

#not ou o outro lado do #vfno