olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

Not #Fun. At All.

Às quintas feiras, o Urbanista embarca numa onda #fun. Que pode ser tudo. Ou nada. Quando escrevia o post desta semana, deparei-me com algo que é tudo menos fun. Apaguei o que já tinha escrito. Re-escrevi. Porque me tocou, como vos vai tocar a vocês.

São mulheres, crianças e jovens de cara queimada. Com tantas causas, escolhi esta. Porque são mulheres, jovens, que foram contra as convenções. A mim, ninguém me obrigou a nada. Somos livres e não o valorizamos. Como eu, acharam-se no direito de pensar, opinar ou simplesmente dizer não, ou que preferiam que fosse de forma diferente. Diferente não fará, certamente, parte do dicionário destas pessoas, mas passou a ser a palavra de ordem na vida destas mulheres. Perderam o rosto, mas não perderam a vontade de viver. Isso, ninguém lhes tira. Só por isso, lhes faço uma vénia e penso nos disparates que me (nos?) ocorrem todos os dias a propósito do nosso aspecto.

Demasiado magra. Demasiado gorda. Sobrancelhas de urso. Buço exacerbado. Borbulhas tardias. Borbulhas mensais. Rugas ou ruguinhas. Pés de galinha e vincos ao acordar. Cabelo liso. Com caracóis. Com caracóis a mais. Ou a menos. A insatisfação permanente.

E se, de repente, acordassem um com um rosto assim? Percebem, agora, como nada disto interessa?

A minha faceless selfie pouco contribuirá para a mudança. Ou mesmo nada. Se todos pensarmos assim...

Como esta questão tem pouca exposição pública a Stop Acid Attacks promoveu o BELLO um #WomenDayCalendar no qual vítimas de ataques com ácido dão o rosto para preencher os meses do ano e redefinir aquilo que entendemos por beleza.

A receita vai apoiar a reabilitação de vítimas dos ataques.

Pode comprar-se aqui

 

#‎AcidAttack‬ ‪#‎DonateYourFace‬

coulda, shoulda, woulda

só nós é que sabemos...

só nós é que sabemos...