olá.

bem vindos ao urbanista, um magazine de estilo que assume opiniões sobre temas da vida.

dance. dance. dance.

Não sei há quanto tempo os conheço. Mas sei que sempre partilhámos a paixão pela dança. Eles, mais do que eu. Eu gosto de dançar. Eles sabem dançar. E partilham essa paixão, todos os dias, com quem quer aprender. 

O exercício faz parte da minha vida, assim como a dança. Treinei e dancei até ao último dia de gravidez. O Álvaro acompanhou a maior parte desses treinos. Não estranhei, por isso, quando a minha filha, com poucas semanas, sorriu quando o conheceu. Achamos que lhe reconheceu a voz. Assim que retomei a actividade física, depois da gravidez, levava a Rita comigo para aulas de alongamentos. Nunca chorou. Olhava atenta para cada um de nós e deixava-se embalar pela música suave. Talvez por isto também ela já dance quando gosta da música. Talvez por isto a Jazzy seja tão especial para mim.

Lembro-me do projecto começar... Foi quando a minha filha nasceu, como poderia esquecer?... Também me lembro de como rapidamente cresceu e mudou de instalações. Maiores, mais atraentes. Não me esqueço de sair a correr das aulas para amamentar ou, mais tarde, quando a Jazzy abriu em Santos, de fazer a Marginal à noite, depois da Rita adormecer para uma aula de dança. Ou duas... Depois, lembro-me da Jazzy ficar outra vez maior, novamente mais bonita e ainda mais diversa. Também eu mudei de casa e deixei de fazer a Marginal. Passei a ir a pé. A correr, à ida, e lentamente a caminhar, no regresso, pernas desfeitas depois de uma hora de kuduro com a Blaya, na Jazzy. Aos sábados de manhã, depois de uma rápida passagem pelo mercado biológico, barra de chão. Às vezes, não sei como o corpo resiste.

Depois das férias, enquanto corria à beira-rio vi que a Jazzy se expandia. Mais espaço, mais estúdios, mais dança. Este crescimento da Jazzy deixa-me extremamente feliz, porque representa não só o crescimento da dança como de um casal que, inevitavelmente, tem feito parte da minha vida. Ontem fui conhecer a Jazzy no Saldanha. Mais aulas, novamente um espaço ainda mais bonito, agora no centro de Lisboa. Ainda estou com as pernas bambas e a cintura a tremer. Definitivamente, só não dança quem não quer...

Hoje embarquei num autocarro que circulou entre Santos e o Saldanha para celebrar o Dia Mundial da Dança. E é agora, que estou sentada a escrever, que penso como a dança pode mudar a vida das pessoas...

(ao) espelho

dançar